- O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) aponta que Kristin afetou mais de noventa por cento de cerca de 1.200 hectares de povoamentos florestais adultos na Mata Nacional de Leiria, destruindo árvores e danificando infraestruturas.
- A principal etapa de recuperação será faseada; a primeira ação é a remoção do material lenhoso danificado para reduzir riscos e permitir regeneração, com estimativa de cerca de 140 mil metros cúbicos de madeira a remover.
- Se não for removida a carga de combustível, o risco de incêndio aumenta; as operações de emergência incluíram desobstrução de vias, estabilização e identificação de riscos imediatos.
- A monitorização é diária, com atenção ao risco de queda de ramos e árvores fragilizadas, em articulação com autarquia e proteção civil; permanece o foco em estabilização e recuperação dos ecossistemas.
- A área intervencionada desde 2017 permanece quase intacta em cerca de 9 mil hectares não afetados, incluindo pinhais jovens que resistiram melhor ao vento.
A tempestade Kristin causou danos substanciais na Mata Nacional de Leiria (MNL), segundo o ICNF. Mais de 90% dos cerca de 1200 hectares de povoamentos adultos foram afectados, com queda de árvores, danos em infraestruturas e necessidade de ações imediatas no terreno. O risco de incêndio aumenta se não for removida parte da carga de combustível.
O ICNF indicou que a área reflorestada após o incêndio de 2017 quase não foi afetada pela depressão Kristin. O Directors regional do ICNF Centro, Paulo Farinha Luís, afirma que, se houver ação eficaz, o risco de incêndio poderá ser menor.
Operações de emergência no terreno
Logo após a passagem da tempestade, equipas foram mobilizadas para apoiar populações e proteção civil. As ações incluíram desobstrução de vias florestais, estabilização de estruturas e identificação de situações de risco imediato.
O trabalho continua com equipas técnicas no terreno para avaliar danos, identificar riscos persistentes e definir medidas de estabilização. As avaliações, condicionadas pelo tempo, são essenciais para determinar a extensão dos estragos.
Nos incêndios de outubro de 2017, 86% da área ardeu, e o que sobreviveu foi fortemente afetado pela Kristin, segundo o ICNF. Já foram desimpedidas as principais estradas que atravessam a mata, mantendo algumas vias com acesso condicionado.
Começar pela remoção de madeira danificada
A recuperação será faseada e baseada nos resultados das avaliações em curso. A primeira etapa é remover o material lenhoso danificado, essencial para reduzir riscos e permitir regeneração. Nos 1200 hectares afectados, prevê-se a remoção de cerca de 140 mil metros cúbicos de madeira.
Paralelamente, prossegue o Plano de Controlo de Espécies Exóticas Invasoras Lenhosas, prioridade de gestão desde 2017. A recuperação dos ecossistemas naturais é um processo de médio a longo prazo, respeitando os ciclos naturais do ecossistema.
Monitorização diária e riscos ainda presentes
A monitorização é realizada diariamente, com foco no risco de quedas de ramos e árvores fragilizadas. O ICNF mantém cooperação estreita com a autarquia e proteção civil para assegurar a segurança de pessoas e bens e prevenir novos riscos ambientais.
Apesar da dimensão dos danos, a área intervencionada após 2017 — com centenas de milhares de árvores plantadas — permanece quase intacta, servindo de base para a recuperação global. O responsável do ICNF Centro destacou que existem cerca de nove mil hectares não afetados, principalmente pinhais jovens.
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