- A Direção-Geral de Energia e Geologia suspendeu a exploração mineira Via-vai, em Azinheira, Rio Maior, até que a empresa reponha as condições de segurança numa estrada afetada pelo mau tempo.
- O deslizamento no Caminho do Olival provocou o corte preventivo da Estrada Municipal 583, que liga Azinheira a Quintas, e interrompeu o tráfego na zona.
- A Associação de Defesa do Território de Azinheira Chainça e Quintas denuncia potencial contaminação do aquífero devido ao escorregamento de taludes e ao arrasto de uma conduta de esgoto, enquanto a Câmara afirma que não houve contaminação do lençol freático.
- A concessionária Sifucel é acusada de ampliar a exploração de areias para além do permitido e de não cumprir medidas corretivas; o presidente da Câmara informou que a DGEG impôs suspensão da atividade extrativa e um plano de reposição.
- A EM 583 foi reaberta com monitorização permanente, segundo parecer do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, com fiscalização diária municipal sobre a via.
Foi suspensa a exploração mineira Via-vai, em Azinheira, Rio Maior, pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) até que a empresa repõe as condições de segurança numa estrada afetada pelo mau tempo. O deslizamento ocorreu no Caminho do Olival, estrada de terra batida que atravessa a área explorada.
O deslizamento arrastou uma conduta de esgotos e levou ao encerramento preventivo da Estrada Municipal (EM) 583, que liga Azinheira a Quintas, no concelho de Rio Maior, no distrito de Santarém. A inundação de taludes criou risco de contaminação do aquífero, segundo a comunidade local.
A Associação de Defesa do Território de Azinheira Chainça e Quintas (ADTACQ) classificou o episódio como acidente ambiental e pediu ações rápidas. A associação afirma que a sobre-exploração de areias, o incumprimento de afastamentos e a instabilidade dos taludes agravam o risco ambiental.
O presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, explicou que o desmoronamento provocou o arrastamento de uma conduta de saneamento e derramamento de efluentes na lagoa, porém assegurou que não houve contaminação do lençol freático. A autarquia pediu medidas à DGEG e à concessionária.
Durante a última reunião com a DGEG, o município foi informado sobre a suspensão da atividade extrativa e a apresentação de um plano de reposição, segundo Santana Dias. O LNEC indicou que a EM 583 abriu ao trânsito com monitorização constante.
O autarca informou ainda que a via está sujeita a inspeção diária pela Câmara, com aplicação de selantes e drenagem nas fissuras. A ADTACQ mantém preocupação, apontando que áreas de reserva de areias na região podem manter riscos se não forem adequadamente geridas.
A Lusa procurou esclarecimentos junto da Sifucel, concessionária da área, sem obter resposta até ao momento. A situação envolve ainda dúvidas sobre a gestão de taludes, licenças e o cumprimento de obrigações por parte da empresa.
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