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Ex-dirigente condenado a pagar 625 euros por gravar jogadoras no balneário

Condenação na Áustria: ex-dirigente recebe pena suspensa, multa de 1.200 euros e indemnização de 625 euros por vítima, após gravar jogadoras nos balneários

Vista geral do Estádio do SCR Altach
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  • Condenado a sete meses de prisão com pena suspensa e a pagar uma multa de 1.200 euros; também deverá indemnizar cerca de 30 jogadoras, com 625 euros por dano moral, incluindo algumas menores de 14 anos.
  • O caso ocorreu no Tribunal de Feldkirch, Áustria, envolvendo um ex-dirigente do SCR Altach, clube onde atuou entre 2020 e 2025.
  • O agora condenado captava vídeos e fotografias de jogadoras nos balneários, ginásio e duches, utilizando telemóvel. Foram identificadas cerca de 30 jogadoras.
  • A defesa de uma jogadora, Eleni Rittmann, reagiu de forma contundente, questionando a adequação da punição; a Ministra do Desporto, Michaela Schmidt, descreveu os crimes como nojentos.
  • A decisão pode ainda ser recorrida; o Ministério Público solicitou um prazo de reflexão de três dias, e a sentença ainda não é final.

Um homem de 31 anos, sem identificação pública, foi condenado pela justiça austríaca a sete meses de prisão com pena suspensa e a uma multa de 1.200 euros. A decisão, do Tribunal de Feldkirch, determina ainda o pagamento de 625 euros de indemnização por danos morais a cada uma das vítimas, cerca de 30 jogadoras identificadas, incluindo menores de 14 anos. O crime ocorreu no SCR Altach, clube onde atuou como dirigente entre 2020 e 2025.

Segundo o tribunal, o arguido gravou com telemóvel jogadoras nos balneários, ginásio e duches. A defesa sustenta que as fotografias e vídeos não chegaram a ser partilhados, sendo 188 ficheiros apreendidos e posteriormente destruídos. O juiz justificou a indemnização pela gravidade de gravar apenas para consumo próprio.

Entre as vítimas, algumas eram menores, o que intensifica o impacto do caso. A decisão provocou ondas de choque no país e gerou várias reacções públicas. A ministra do Desporto, Michaela Schmidt, classificou os crimes como nojentos e destacou a violação da privacidade das atletas.

No julgamento, as jogadoras declararam que o balneário era visto como casa, mas que essa área deixou de ser segura devido à conduta do antigo dirigente. Após a leitura da sentença, o arguido expressou solidariedade às afetadas e pediu desculpa às jogadoras, embora mantendo a aceitação da decisão.

O Ministério Público pode recorrer da sentença, e solicitou um prazo de três dias para reflexão, tornando a decisão potencialmente passível de alteração. A sentença ainda não é definitiva.

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