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Euronews usada em campanha de desinformação sobre Jogos Olímpicos

Vídeos com imagens da Euronews partilhados em X e Telegram difundiram desinformação sobre atletas ucranianos refugiados nos Jogos Milão-Cortina, ligados à operação Matryoshka

Vídeos falsificados da Euronews fazem parte da campanha de desinformação dos Jogos Olímpicos de inverno de Milão.
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  • Vários vídeos com imagens da Euronews foram usados em campanhas de desinformação para alegar fatos falsos sobre atletas ucranianos refugiados durante os Jogos Olímpicos de Milão Cortina, publicados no X e no Telegram em fevereiro.
  • Os conteúdos misturavam imagens de arquivo dos Jogos com gráficos da Euronews e áudio manipulado, difundindo acusações sem base, como cidadãos refugiados ucranianos a roubar uma equipa da Euronews.
  • Um caso amplamente partilhado insinuava que um intérprete ucraniano escapou da delegação, alegando ser a “52.ª” pessoa a fazê-lo, entre outras fabricadas.
  • A verificação efetuada pelo “O Cubo” da Euronews revelou vários vídeos falsos que não foram produzidos pela redação da Euronews e que circulavam com milhares de visualizações.
  • A investigação do Antibot4Navalny associa a campanha à operação de influência Matryoshka, ligada a atores russos, com foco principal em Ucrânia e refugiados, e com menos alcance que campanhas anteriores em Paris 2024.

Pelo menos cinco vídeos com imagens da Euronews foram usados para divulgar falsas alegações sobre atletas ucranianos refugiados, numa campanha destinada às redes sociais. As peças circularam em fevereiro nas plataformas X e Telegram, associando gráficos da Euronews a desinformação durante os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina.

Os conteúdos misturavam factos verídicos com alegações fabricadas. Um vídeo afirma, sem provas, que refugiados ucranianos roubaram uma equipa da Euronews. Outro sugere que um intérprete ucraniano escapou da delegação, chegando a ser a “52.ª” pessoa a fazê-lo.

A Euronews, por meio do programa O Cubo, confirmou que nenhum dos vídeos foi produzido pela redação. As peças utilizavam imagens de arquivo dos Jogos com música ou voz manipuladas para parecerem reportagens.

Operação de influência mais alargada

O Antibot4Navalny, coletivo que estuda redes de bots, descreve a campanha como parte da operação “Matryoshka”, atribuída a atores russos. No total, teriam existido pelo menos 35 vídeos que simulavam marcas de media e organismos ligados aos Jogos de Milão.

A análise também aponta várias capas e publicações manipuladas associadas ao mesmo esforço. Entre os conteúdos mais vistos, está uma versão adulterada de uma reportagem da CBC News que acumulou mais de um milhão de visualizações, mas foi desmentida pela estação.

Outras marcas visadas incluem TF1 Info, E!News, Eurostat e Deutsche Welle. Em Milão, a operação é considerada menor em escala do que a de Paris 2024, com cerca de 60 mensagens associadas, contra 190 nessa edição.

Segundo os investigadores, o foco da campanha de Milão pareceu mais voltado para a Ucrânia, com énfase em atletas e refugiados ucranianos, quando comparado com a amplitude observada em Paris. Alguns conteúdos também fazem referência a incidentes fabricados durante Paris.

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