- Duas mulheres, de 51 e 52 anos, foram detidas pela Polícia Judiciária do Porto, suspeitas de um esquema de burlas com criptoativos que já rendeu cerca de 2 milhões de euros a pelo menos 50 vítimas.
- A tática passava pela promoção de investimentos fáceis em criptoativos via Facebook, com criação de carteiras virtuais falsas e apresentação de um “pacote premium” que prometia lucros maiores conforme o investimento.
- As burlonas encorajavam novos investimentos depois do primeiro montante, e chegavam a simular sites e marcas reais para parecerem legítimas, levando utilizadores a ceder dados pessoais e acesso às contas bancárias.
- Em alguns casos, as vítimas chegaram a abrir contas bancárias em nome dos filhos, com operações realizadas fora de Portugal; o lucro obtido era usado para cobrir despesas diárias e ampliar o golpe.
- As suspeitas, presentes a um juiz, estão indiciadas de burla qualificada e branqueamento, e o Banco de Portugal tem vindo a alertar para este tipo de fraudes envolvendo criptoativos.
Dois milhões de euros em lucros. Este é o montante apurado pela Polícia Judiciária do Porto na investigação a um esquema de burlas com criptoativos, envolvendo duas mulheres com 51 e 52 anos. As detenções ocorreram na região do Porto.
As suspeitas, que atuavam de forma estruturada, enganaram pelo menos 50 pessoas. Descrevem-se como organizadas e sem ligações conhecidas entre si, aproveitando o aumento do interesse em Bitcoins para captar dados pessoais.
A investigação aponta que, após uma abordagem inicial por redes sociais, as vítimas faziam investimentos de 200 a 300 euros. Criavam-se carteiras virtuais falsas e surgia a promessa de duplicar ou triplicar o dinheiro.
Quem está envolvido
As burlonas chamavam-se mutuamente a clientes, apresentando um site que parecia legítimo e até associava-se a marcas reais. Criavam, então, um “pacote premium” que prometia maiores retornos conforme o investimento.
Os golpes seguiam com contactos insistentes. Havia a pressão para novos depósitos e a promessa de acesso a contas de terceiros, sob o pretexto de facilitar operações. O expediente mantinha-se até o dinheiro desaparecer.
A atuação era repetida com diferentes clientes, incluindo alguns que abriram contas em nome de familiares para encaminhar os montantes, inclusive em outros países. Este padrão indica uma rede mais ampla.
Dois casos destacam-se: um com lucros de cerca de 1,5 milhão de euros e outro com mais de 500 mil euros. Cada vítima foi integrada na falsa operação com a promessa de retorno rápido.
As arguidas vão ser presentes a um juiz. A Polícia Judiciária prossegue com a avaliação de novas ligações e possíveis outros intervenientes na rede criminosa.
O Banco de Portugal já tem alertado para estas situações, registando um aumento de casos semelhantes. As autoridades reforçam a necessidade de cautela com investimentos que prometem retornos elevadíssimos.
Entre na conversa da comunidade