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ERS avalia acesso à cirurgia cardíaca e médicos pedem reforço de centros

ERS abre processo de avaliação ao acesso à cirurgia cardíaca, na sequência de declarações do diretor do Hospital de Santo António; médicos defendem reforço dos centros de referência

Zona Norte tem três centros de referência para cirurgia cardíaca: hospitais de São João, de Gaia e de Braga
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  • A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) abriu um processo administrativo de avaliação sobre possíveis constrangimentos no acesso à cirurgia cardíaca.
  • A medida surge na sequência de declarações do director do serviço de cardiologia do Hospital de Santo António, que também levaram a IGAS a pedir esclarecimentos.
  • Foi estudada a possibilidade de abrir um novo centro de cirurgia cardíaca fora da rede de referenciação.
  • Três directores de cardiologia defenderam, numa carta aberta, o reforço dos centros de referência já existentes.
  • A carta destaca que, numa fase de escassez nacional de profissionais especializados, criar ou expandir atividade fora deste modelo não aumenta significativamente a capacidade do sistema.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) abriu um processo administrativo de avaliação aos potenciais constrangimentos no acesso à cirurgia cardíaca. A decisão surge na sequência de declarações do director do serviço de cardiologia do Hospital de Santo António, em relação a este tema.

As declarações do director do serviço de cardiologia motivaram ainda a IGAS a pedir esclarecimentos sobre o assunto. O organismo regulador quer apurar factos e causas que possam impedir ou dificultar o acesso a procedimentos cardíacos.

Além disso, médicos e especialistas pedem reforço de centros já existentes da rede de referência. Em carta aberta a que o Público teve acesso, três directores de cardiologia defendem manter e ampliar o modelo de centros de referência.

A carta sustenta que, numa fase de escassez de profissionais altamente diferenciados, criar ou expandir actividade fora deste modelo não aumenta, de forma efetiva, a capacidade do sistema de saúde. A posição é apresentada como resposta à eventual abertura de um novo centro.

O debate envolve temas de organização territorial e de recrutamento, com foco na capacidade real de resposta aos pacientes. As autoridades pretendem clarificar como está a funcionar o acesso à cirurgia cardíaca no país.

Contexto e reação

As declarações sobre potenciais alterações na rede de centros de cirurgia cardíaca também geraram interesse público e solicitações de esclarecimento por parte das entidades reguladoras. O caso permanece em avaliação, sem decisão final anunciada.

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