- Dois homens brasileiros, de 43 e 44 anos, são julgados em Évora por roubos a bancos com uso de réplicas de armas e sequestros; confessaram os crimes no início do julgamento.
- A confissão levou o Ministério Público e as partes a prescindirem da produção de prova, com a leitura do acórdão marcada para 11 de março.
- Segundo a acusação, entre julho de 2023 e setembro de 2024 realizaram assaltos em várias localidades (Vendas Novas, Alcáçovas, Águas de Moura, Castro Verde, Estoi, Lourinhã) e estão acusados de beneficiar mais de 548 mil euros, que teriam sido enviados para o Brasil.
- O arguido mais velho, reincidente, já tinha sido condenado por crimes semelhantes a 19 anos e 11 meses de prisão; esteve no Brasil, regressou a Portugal com identidade falsa para nova vaga de crimes.
- O segundo arguido é coautor; a acusação inclui dois crimes de roubo, um de sequestro e outro de branqueamento de capitais; a defesa visa reduzir a pena.
Dois homens acusados de roubos a bancos e sequestros confessaram na totalidade os crimes no início do julgamento, no Tribunal de Évora. A confissão levou o Ministério Público e as defesas a dispensarem a produção de prova, com leitura do acórdão marcada para 11 de março. A sessão decorreu num ambiente de colaboração entre as partes.
Os arguidos têm 43 e 44 anos, ambos brasileiros, e encontram-se em prisão preventiva desde abril de 2025. Estão acusados de roubo, sequestro, falsificação de documentos e detenção ilegal de arma, em várias operações em Portugal. O montante alegadamente roubado supera meio milhão de euros.
Confissão e estratégia de defesa
O advogado de um dos arguidos afirmou que a confissão já tinha acontecido no primeiro interrogatório judicial, sendo reiterada no julgamento, o que, segundo o mesmo responsável, poderá influenciar a pena. A defesa pretende reduzir a pena máxima, destacando o arrependimento e o comportamento exemplar do arguido na prisão.
Localizações e modus operandi
Entre julho de 2023 e setembro de 2024, o mais velho dos arguidos é suspeito de realizar assaltos em Vendas Novas, Alcáçovas e Águas de Moura, com uso de réplicas de armas e retenção de clientes. Equipas brasileiras teriam atuado também em Castro Verde, Estoi e Lourinhã, sempre com o mesmo padrão.
Montante e envio de dinheiro ao Brasil
Segundo a acusação, quase 548 mil euros foram obtidos e enviados para o Brasil via câmbio e transferências. Em alguns casos, foi utilizada a rede de indivíduos conhecidas para facilitar o envio, com comissões de 50 euros por operação.
Histórico criminal e transferência internacional
O arguido mais velho já possuía condenação anterior, com pena de 19 anos e 11 meses, em cúmulo jurídico, transitada em 2020. Em 2022, foi entregue ao Brasil para cumprir a pena, regressando a Portugal um ano depois, com uma identidade falsa, para nova vaga de crimes.
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