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Dois jovens arquitectos transformam moinho em centro interpretativo em Penela

Dois jovens arquitectos transformam um moinho em centro interpretativo em Penela, com água como personagem e experiência sensorial educativa ligada ao património.

Vista exterior do Centro Interpretativo do Cereal, onde a nova estrutura em madeira assenta sobre as paredes de pedra do antigo moinho, integrando-se na paisagem natural de Santa Eufémia
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  • Dois jovens arquitectos, Less Almeida e Eduardo Arnaut, transformaram um moinho antigo em Penela no Centro Interpretativo do Cereal (CIC), espaço sensorial e pedagógico associado à prática da moagem.
  • O CIC, finalista do Prémio Jovens Arquitectos de 2026, visa oferecer a experiência de ser “moleiro por um dia” e a identidade da região marcada por moinhos de água.
  • A intervenção começou com o diálogo com o edifício em ruínas e o contexto natural, mantendo a memória do espaço e a sua função histórica.
  • A água é a “personagem principal” do projeto, moldando o espaço e ativando a moagem, com sensações como cheiro, temperatura e som a influenciarem a experiência.
  • O centro está dividido em três áreas: espaço expositivo, requalificação do moinho para moagem e produção de pão; espaço de partilha com atividades culturais; e uso de materiais originais para preservar a identidade.

O Centro Interpretativo do Cereal (CIC) nasceu num moinho antigo em Santa Eufémia, Penela, transformando-se num espaço sensorial e pedagógico que associa tradição, água e património.

Less Almeida e Eduardo Arnaut, do há.atelier, apresentam o CIC, finalista do Prémio Jovens Arquitectos de 2026, cujo vencedor será anunciado a 5 de Março.

Situado no concelho de Penela, o CIC é visto como um exemplo de reabilitação patrimonial e arquitetura sensitiva, buscando preservar o património ao mesmo tempo que lhe confere novas funções sociais e educativas.

Concepção e materiais

A intervenção começou com o diálogo com o edifício em ruínas e o seu ambiente natural, de forma a perceber a história que o moinho contava. Cada decisão resultou desta leitura do lugar.

A água assume o papel central, moldando o espaço que atravessa. Chega a influenciar cheiro, temperatura e som, criando uma narrativa que acompanha a visita.

Os arquitetos descrevem a água como a força que faz o moinho funcionar, fazendo as pedras moedoras girarem ao longo do percurso pelo interior do edifício.

Organização do espaço

O CIC divide-se em três áreas: espaço expositivo, que contextualiza a moagem e os produtos locais; a requalificação do moinho, hoje funcional, para experiências de moagem, pão e broa; e o espaço de partilha, para workshops e eventos culturais.

Materiais originais foram reutilizados para manter a identidade do local. Uma pedra do varandim tornou-se uma grande mesa, símbolo de permanência e renovação.

A intervenção privilegia a sustentabilidade e a memória, evitando a introdução de novos materiais sempre que possível e valorizando o que já existia no sítio.

A linguagem formal contemporânea resulta de gestos mínimos: superfícies rebocadas com marcas da água, madeira reintroduzida e ferragens reconstruídas com técnicas artesanais, criando equilíbrio entre o antigo e o novo.

Experiência e atividade

A experiência pretendida é sensorial, com memória do espaço manifestando-se através de luz, som, cheiro e texturas. O som é destacado como elemento envolvente da visita.

O CIC funciona também como centro de educação cultural e ambiental, abrindo espaço para atividades coletivas, visitas guiadas e workshops, que reforçam o carácter vivo do centro.

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