- A defesa de Miguel Arruda, ex-deputado do Chega, pediu a abertura de instrução no processo por furto de malas no aeroporto de Lisboa entre outubro de dois mil e vinte quatro e janeiro de dois mil e vinte e cinco.
- A acusação foi entregue a 11 de dezembro; a abertura da instrução foi pedida no final de janeiro e não há data marcada para esta fase.
- Arruda é acusado de vinte e um crimes de furto qualificado (vinte consumados e um tentado); a mulher é acusada de receptação por alegadamente ter recebido e usado bens roubados.
- Segundo o Ministério Público, o antigo deputado aproveitou viagens semanais entre Ponta Delgada e Lisboa para desviar, em pelo menos oito dias, mais de uma dezena de malas de terceiros; apenas duas malas tinham conteúdo avaliado em quase 12 mil euros.
- Em janeiro de mil e vinte e cinco, o gabinete de Arruda no parlamento foi alvo de apreensão de seis malas de viagem e uma mochila; ambos ficam em liberdade sob termo de identidade e residência.
A defesa de Miguel Arruda, ex-deputado do Chega, pediu a abertura de instrução no processo relacionado ao furto de malas no aeroporto de Lisboa entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. O pedido foi confirmado à Lusa pelo advogado José Manuel Castro.
A acusação foi deduzida em 11 de dezembro. Segundo o defesa, o requerimento para instrução foi apresentado no final de janeiro, e ainda não há data marcada para esta fase, que serve para apurar indícios suficientes de culpa para levar o caso a julgamento.
Arruda, de 41 anos, é acusado de 21 crimes de furto qualificado, 20 consumados e 1 tentado, enquanto a sua mulher responde por receptação. O ex-deputado integrou o Chega e foi eleito em março de 2024, passando a independente em janeiro de 2025.
Para o Ministério Público, Arruda aproveitava viagens semanais entre Ponta Delgada e Lisboa, com atuação no aeroporto Humberto Delgado, para desviar malas de passageiros. Em pelo menos oito dias terá furtado várias malas; noutros três dias procurou, sem sucesso, malas sem vigilância.
O valor de parte do conteúdo das malas não foi totalmente apurado, mas duas malas contendo roupas, calçado e artigos de luxo conseguiram atingir quase 12 mil euros. Algum material terá sido oferecido à esposa ou colocado à venda na plataforma Vinted, com morada da Assembleia da República.
No início deste ano, a PSP apreendeu seis malas de viagem e uma mochila no gabinete de Miguel Arruda, em 27 de janeiro de 2025. O casal permanece em liberdade, sujeitos a termo de identidade e residência, e Arruda não exerce funções de deputado na legislatura atual.
O caso segue para a fase de instrução, etapa em que se avalia a existência de indícios suficientes para levar a julgamento.
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