- Subiu para 46 o número de mortos nas cheias que atingiram Minas Gerais na noite de segunda-feira, 23 de fevereiro.
- Juiz de Fora continua como o município com mais vítimas, totalizando 40 mortos e 19 desaparecidos; Ubá tem 6 mortos e 2 desaparecidos.
- Ao todo, os bombeiros já resgataram 208 pessoas na zona da mata de Minas Gerais; estimativas indicam cerca de três mil deslocados e 400 desalojados em Juiz de Fora, e 26 deslocados e 178 desalojados em Ubá.
- A Polícia Civil já encaminhou para o posto médico-legal 34 corpos encontrados em Juiz de Fora, com 33 identificados; as vítimas de Ubá também foram identificadas.
- Juiz de Fora continua em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira; Ubá decretou estado de calamidade pública na madrugada de terça-feira. Estão previstas novas precipitações na faixa Centro-Sul do estado, com foco em Juiz de Fora.
O número de mortos provocados pelas chuvas em Minas Gerais subiu para 46, com Juiz de Fora a suportar a maior parte das vítimas. Segundo o Corpo de Bombeiros, as autoridades confirmaram 40 óbitos na cidade e 19 pessoas continuam desaparecidas. Em Ubá, regista-se 6 mortes e 2 desaparecidos. As buscas continuam em oito frentes de trabalho.
No total, o mesmo órgão indica que 208 pessoas foram resgatadas na zona da mata mineira. Estima-se que haja cerca de three mil deslocados e 400 desalojados em Juiz de Fora, bem como 26 deslocados e 178 desalojados em Ubá. A cidade está em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça.
A polícia civil informou ainda que 34 corpos encontrados em Juiz de Fora foram encaminhados ao Posto Médico-Legal, com 33 já identificados. As vítimas de Ubá também já foram identificadas. As autoridades reforçam a necessidade de continuidade das ações de busca e de apoio às famílias afetadas.
Situação atual
As chuvas continuam a castigar a faixa Centro-Sul de Minas Gerais, incluindo Juiz de Fora, onde as autoridades preveem novos temporais para esta quarta-feira. Moradores relatam estragos significativos, com ruas alagadas, árvores caídas e deslizamentos.
Várias vias da cidade permanecem interrompidas, influenciando o tráfego e o acesso a serviços básicos. Em Juiz de Fora, a prefeitura descreveu as primeiras horas após o episódio como marcadas por danos extensos e pela necessidade de assistência emergencial.
Perspetivas
O governo estadual acompanha o evoluir da situação e coordenou o envio de recursos para apoio às vítimas. Organizações locais e bombeiros mantêm operações de resgate, busca de desaparecidos e distribuição de mantimentos. Em 2020, Minas Gerais já enfrentou tragédias semelhantes por chuvas intensas.
Fonte: exclusivas PÚBLICO/Folha de São Paulo.
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