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Associação Zero propõe Fundo Europeu de Adaptação às Alterações Climáticas

Zero defende um Fundo Europeu de Adaptação às Alterações Climáticas para Portugal, com custos de adaptação acima de dez por cento dos danos médios da UE

Zero alerta para a necessidade de a Europa assumir cenários climáticos "mais severos do que os previstos actualmente"
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  • A Zero defende a criação de um Fundo Europeu de Adaptação às Alterações Climáticas e pede financiamento robusto para Portugal, tendo em conta a sua contribuição histórica e vulnerabilidade.
  • Portugal contribui com menos de 2% do PIB da União Europeia, mas pode enfrentar este ano custos de adaptação superiores a 10% dos danos climáticos médios anuais da UE.
  • A Europa deve financiar uma adaptação justa nos países mais afectados, com um mecanismo de solidariedade europeu, no âmbito de uma consulta pública sobre resiliência climática.
  • Os custos de reconstrução em Portugal resultantes das tempestades ultrapassaram os quatro mil milhões de euros, com encargos anuais que podem chegar a seis mil milhões; na UE, os danos por eventos climáticos chegam a 45 mil milhões de euros por ano (2020-2024).
  • A Zero propõe renaturalização de zonas inundáveis, relocalização de edificações em leitos de cheia, soluções baseadas na natureza, seguros obrigatórios contra riscos climáticos e maior apoio a municípios e às CCDR para reduzir perdas e aumentar a resiliência.

A associação ambientalista Zero pediu a criação de um Fundo Europeu de Adaptação às Alterações Climáticas. O objetivo é assegurar financiamento suficiente para Portugal, considerando a sua contribuição histórica para a crise climática e as necessidades de adaptação no país.

Em comunicado, a Zero destacou que Portugal contribui proporcionalmente menos para a crise climática e tem menos de 2% do PIB da UE, mas pode enfrentar custos de adaptação superiores a 10% dos danos climáticos médios anuais da UE neste ano. A associação liga estas necessidades à consulta pública europeia sobre resiliência climática.

A Zero lembrou que a Comissão Europeia prepara um quadro integrado de resiliência climática e que a adaptação já deixou de ser opcional, assumindo um papel central na segurança e na competitividade europeias. O parecer assinala a progressiva gravidade dos impactos climáticos na Europa.

Contexto e prioridades de adaptação

O grupo cita o relatório do Conselho Consultivo Científico Europeu, que aponta um aquecimento na Europa cerca de duas vezes acima da média global, com impactos mais severos. Defende cenários climáticos mais elevados que 2°C e a integração da adaptação em setores críticos como infraestruturas, água, saúde, agricultura, florestas e proteção costeira.

A Zero ressalta custos recentes em Portugal com tempestades, estimando custos diretos de reconstrução acima de quatro mil milhões de euros e encargos anuais perto de seis mil milhões. A UE regista danos anuais de cerca de 45 mil milhões de euros por eventos extremos no período 2020-2024.

Medidas e caminhos propostos

A associação defende políticas públicas que privilegiem a resiliência, com foco na renaturalização de zonas inundáveis e na relocalização de edifícios em áreas de cheia ou sob erosão costeira. Aponta para uma aplicação ambiciosa do Regulamento Europeu de Restauro da Natureza.

Reforçar o apoio técnico e financeiro a municípios e às CCDR, bem como a gestão de risco através de seguros obrigatórios contra riscos climáticos para edifícios, são passos centrais apontados pela Zero. A articulação entre seguros, planeamento territorial e prevenção é apresentada como chave para reduzir perdas e aliviar a pressão sobre recursos públicos.

A associação conclui que a crise climática é uma realidade presente que afeta vidas, economias e ecossistemas, exigindo respostas rápidas e coordenadas a nível europeu e nacional.

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