- Cerca de um em cada três licenciados (32%) trabalha fora da área de estudo; 48% dos diplomados em artes e humanidades mudam de rumo, enquanto 40% dos licenciados em jornalismo e ciências sociais também acabam noutra área.
- Profissionais de saúde (medicina/enfermagem) mantêm-se na área (81%), seguidos por quem estudou tecnologia de informação (77%), educação (74%) e engenharia/indústria transformadora (73%).
- Entre 2019 e 2023, a indústria transformadora foi o setor com maior subida de vagas por preencher, com mais 4,2%.
- A taxa de permanência na área de estudo varia por país: Hungria 86%, Alemanha 76%, França 65%, Espanha 64%, Itália 62% e Dinamarca 56%.
- A inteligência artificial pode influenciar o mercado de trabalho: até 2030, a McKinsey estima que 94 milhões de trabalhadores precisem de requalificação; 43% dos inquiridos no Barómetro de Talento 2026 da Manpower temem perder o emprego por IA no curto prazo.
Certo. Reformulação jornalística em pt-PT, com parágrafos curtos e linguagem objetiva.
O estudo da Eurostat revela que muitos licenciados não atuam na área de formação. Cerca de 32% dos jovens com pelo menos licenciatura trabalham fora da sua área de estudo, num retrato europeu recente. A realidade mostra uma vida profissional pouco previsível, com mudanças de rumo frequentes.
Entre as áreas, as artes e humanidades apresentam a taxa mais elevada de afastamento, com quase metade dos diplomados a seguir caminhos diferentes. Jornalismo e ciências sociais também registam mudanças significativas, com 40% a não permanecer na área inicial.
Diplomados em saúde e tecnologias de informação tendem a manter-se na área. Medicina e enfermagem apresentam 81% de permanência em funções ligadas aos estudos. Tecnologias de informação, educação e engenharia-industrial ficam entre 73% e 77%.
O mercado também aponta para oportunidades na indústria transformadora. Dados da Eurostat indicam que, entre 2019 e 2023, foi o sector com maior subida de vagas por preencher na UE, com um aumento de 4,2%.
Países com maior permanência na área de estudo
A percentagem de permanência varia conforme o país. Na Hungria, a taxa chega a 86%, seguida pela Alemanha com 76%. França fica nos 65%, Espanha 64% e Itália 62%. Dinamarca encerra a lista com 56%.
Este padrão mostra que, apesar do curso ter influência, a transição de carreira é uma tendência real. No conjunto da UE, cerca de um quarto dos trabalhadores considera mudar de setor ao longo da vida ativa.
Impacto da IA na perspetiva de carreira
A IA e a automatização são fatores determinantes para mudanças profissionais. A McKinsey antecipa a necessidade de requalificação de 94 milhões de trabalhadores europeus até 2030, devido aos avanços tecnológicos.
Entre setores, alojamento, restauração e artes devem verificar perdas significativas de postos de trabalho, estimadas superiores a 80%. Comércio a retalho, construção e transportes apresentam quedas relevantes também.
No Barómetro de Talento 2026 da Manpower, 43% dos inquiridos teme perder o emprego por causa da IA no curto prazo, um aumento em relação a 2025. A evolução tecnológica já impacta a perceção sobre o futuro do trabalho.
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