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AI Portugal acompanha julgamento do assassinato de Marielle Franco

Amnistia Internacional Portugal assinala, junto à embaixada do Brasil em Lisboa, o início do julgamento de Marielle Franco, destacando falhas do sistema judiciário

Marielle Franco foi morta em 2018, aos 38 anos
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  • A Amnistia Internacional Portugal realizou, junto à embaixada do Brasil em Lisboa, uma ação simbólica para assinalar o início do julgamento do assassinato da vereadora Marielle Franco.
  • Marielle Franco, de 38 anos, era ativista dos direitos humanos e belonged ao PSOL; foi assassinada em 2018 no Rio de Janeiro.
  • A Procuradoria-Geral da República do Brasil pediu a condenação dos supostos mandantes, incluindo João “Chiquinho” Brazão e o seu irmão Domingos Brazão, alegando provas de participação.
  • A ação lembrou também Anderson Gomes, motorista de Marielle, e Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, ambos assassinados.
  • Dados de organizações internacionais indicam que, entre 2012 e 2021, houve 234 defensores de direitos humanos e do ambiente mortos no Brasil, levando a Amnistia a considerar o país com elevados índices de violência contra defensores.

A Amnistia Internacional Portugal realizou uma ação simbólica esta quarta-feira junto à embaixada do Brasil em Lisboa para assinalar o início do julgamento do assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro. A atividade visou manter a atenção pública sobre o caso e sobre a defesa dos direitos humanos no Brasil.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da organização em Portugal, Miguel Marujo, apontou falhas no sistema judiciário brasileiro na resposta a ataques a defensores dos direitos humanos, sublinhando a importância de que os casos cheguem a julgamento com rapidez e respeito pelas vítimas e pelos familiares.

Marielle Franco era vereadora, integrante do PSOL, tinha 38 anos e era negra e lésbica. A sua atividade política centrava-se na defesa dos direitos humanos e na luta contra grupos criminosos que atuam em favelas do Rio de Janeiro.

Julgamento: pedidos de condenação e nomes implicados

Em maio passado, a Procuradoria-Geral da República do Brasil pediu a condenação dos supostos mandantes do assassinato, sustentando que existem provas que indicam a participação do ex-deputado João Brazão e do seu irmão Domingos Brazão, funcionário do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.

A ação simbólica em Lisboa incluiu ainda a recordação de Anderson Gomes, motorista de Marielle, e de Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, destacando que o caso faz parte de um quadro mais amplo de violência contra defensores de direitos humanos.

Segundo a porta-voz, dados de organizações internacionais indicam que, entre 2012 e 2021, quatro, “234 defensores dos direitos humanos e do ambiente” teriam morrido no Brasil, posição que a Amnistia Internacional contextualiza como indicadora de um problema grave no país.

O Ministério Público brasileiro pediu, no início do julgamento, a condenação de cinco acusados de terem mandado assassinar Marielle Franco. O processo é visto pela organização como um passo relevante para enfrentar a impunidade associada a este tipo de crime.

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