- O acesso referenciado às urgências de ginecologia/obstetrícia passa a funcionar em todo o país, após avaliação positiva do piloto que arrancou no final de 2024.
- O projecto-piloto decorreu nos hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo, Leiria e Caldas da Rainha; a expansão é faseada e deve concluir-se no prazo máximo de 90 dias após publicação.
- Antes de se dirigir à urgência, a grávida ou mulher deve ligar para a Linha SNS 24, que encaminha para o tipo de atendimento adequado.
- Além da Linha SNS 24, a referenciação pode ser feita pelo INEM, centros de saúde ou outra instituição de saúde pública, privada ou social, com informação clínica assinada.
- Existem exceções que permitem atendimento direto sem referência prévia em situações de risco imediato, como perda de consciência ou hemorragia abundante.
O acesso às urgências de ginecologia e obstetrícia passa a ser referenciado em todo o país, após uma avaliação positiva do Ministério da Saúde à medida que arrancou no final de 2024. O projeto piloto decorreu nos hospitais da Área Metropolitana de Lisboa e Vale do Tejo, bem como em Leiria e nas Caldas da Rainha.
A partir desta quinta-feira, a implementação nacional será feita de forma faseada, com calendário por definir e divulgado pela Direção-Executiva do SNS. O objetivo é otimizar a alocação de recursos e reduzir horas extraordinárias dos profissionais de saúde.
Antes de se deslocar a uma urgência, a grávida ou mulher que procure cuidados deve ligar para a Linha SNS 24. O encaminhamento para o tipo de atendimento adequado depende da descrição clínica.
Como funciona na prática
A portaria detalha que a Linha SNS 24 orienta o percurso da utente, procurando reduzir tempos de espera e informar sobre a relevância clínica de cada queixa. A equipa de saúde pode ajustar o tipo de atendimento necessário.
O modelo também permite encaminhamentos pelo INEM, centros de saúde ou outras instituições públicas, privadas ou sociais, com informação clínica assinada por médico ou enfermeiro especialista. Em alguns casos, a triagem é feita no hospital onde a paciente será atendida.
Exceções e contactos diretos
Existem exceções que permitem não depender da referência prévia, em situações de risco imediato de vida, como perda de consciência, convulsões, dificuldade respiratória, hemorragia ou trauma grave. Nestes casos, o atendimento procede-se sem atraso.
Se a utente chegar à urgência sem referência, poderá receber um contacto telefónico no local para encaminhamento. Caso a referência falhe, o hospital inscreve a paciente e realiza-se a triagem presencial.
Consequências para o atendimento
Para utentes triadas como pouco ou não urgentes, o encaminhamento pode ser para consultas abertas de obstetrícia e ginecologia, ou para serviços de cuidados de saúde primários. A triagem decidida pelo enfermeiro encerra o episódio sem nova avaliação médica.
Entre na conversa da comunidade