- Iniciou-se esta terça-feira o julgamento do homem acusado de homicídio na forma tentada, ofensa à integridade física na forma qualificada e dano qualificado, envolvendo uma mulher que conheceu no Tinder e a quem desferiu 150 facadas no dia 28 de maio de 2025, no parque de estacionamento do centro comercial Alvaláxia, em Lisboa.
- O Ministério Público acusa ainda o arguido de perseguição, falsidade informática e detenção de arma proibida.
- A ofendida tinha feito bloqueio do arguido nas redes sociais; o suspeito continuou a tentar contactá-la por vários meios, incluindo a criação de perfis falsos e a vigilância da entrada do prédio onde a vítima residia.
- No primeiro dia de audiência, duas testemunhas ressaltaram a expressão facial do arguido após o ataque: “Ele sorria, parecia que tinha o dever cumprido”.
- Uma das testemunhas descreveu ainda o arguido como exalando um ar “alucinado” e alheio às pessoas à sua volta, mesmo depois de estar imobilizado; a defesa questionou o que naquelas atitudes comprovaria instabilidade, mantendo a testemunha a perceção de instabilidade pelo tipo de crime e pela postura “tranquila” após o ataque.
O tribunal começou esta terça-feira a julgar um homem acusado de homicídio na forma tentada, ofensa à integridade física qualificada e dano qualificado, crimes cometidos contra uma mulher que conheceu numa aplicação de encontros. O ataque ocorreu a 28 de maio de 2025, no parque de estacionamento do centro comercial Alvaláxia, em Lisboa. O Ministério Público inclui ainda alegações de perseguição, falsidade informática e detenção de arma proibida.
Após a vítima ter rejeitado o contacto e a bloqueado nas redes, o arguido terá continuado a tentar contactá-la por vários meios. Terão sido criados perfis falsos nas redes sociais e houve vigilância à entrada do prédio onde residia a vítima.
Testemunhas descrevem expressão do arguido
No primeiro dia de audiência, duas testemunhas relataram a expressão facial do arguido após o esfaqueamento, indicando que o homem sorriu e pareceu ter o dever cumprido. Declararam ainda que ele manteve um ar tranquilo e de satisfação durante o ataque e, já imobilizado, aparentava estar alucinado e desconectado do que se passava à sua volta.
A defesa questionou as testemunhas sobre o que levou a essa perceção, e uma delas reforçou a ideia de instabilidade do arguido, associando o comportamento à gravidade do crime e à tranquilidade posterior.
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