- Os assaltos ocorreram em Vendas Novas e Alcáçovas (Évora), Castro Verde (Beja), Águas de Moura (Setúbal), Lourinhã (Lisboa) e Estói (Algarve), durante o horário de funcionamento dos bancos.
- A soma roubada totalizou 548 mil euros; o assalto mais lucrativo foi na Lourinhã, de onde levaram 166.232 euros.
- Akelson de Jesus, 44 anos, e Jhones dos Santos, 43 anos, são acusados de múltiplos crimes ligados aos assaltos; foram detidos a 8 de abril de 2025, em Belas, Sintra, com 61.355 euros. Akelson responde a cinco crimes de roubo, nove de sequestro, 32 de falsificação de documento e uma contraordenação por detenção de arma; Jhones é acusado de coautoria de dois roubos, um sequestro e branqueamento de capitais.
- Cinco “mulas” foram usadas para dezenas de transferências para o Brasil, recebendo entre cinquenta e cem euros por operação; não foram acusadas por desconhecimento da origem do dinheiro.
- O MP pede a condenação a perdas de quarenta e oitocento e seis mil euros, correspondentes à diferença entre o valor subtraído e o recuperado; Akelson encontra-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa e Jhones no EP da Polícia Judiciária.
Dois suspeitos ligados a um conjunto de assaltos a seis bancos, ocorridos em várias regiões de Portugal, estão a ser julgados por crimes de roubo, sequestro e falsificação de documentos. Os ataques foram realizados durante o horário de expediente, com exibição de armas, obrigando funcionários e clientes a entregarem dinheiro e a permanecerem nos locais. Em alguns casos, vítimas foram amarradas ou fechadas à chave em compartimentos de ATM.
A dupla foi detida a 8 de abril de 2025, em Belas, Sintra, pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária (PJ). No interrogatório, foram apreendidos 61.355 euros. Do montante, 1.155 euros referem-se ao valor ainda por esclarecer do assalto anterior na Lourinhã, ocorrido no dia anterior.
Cinco irregularidades associadas a alegadas transferências para o Brasil foram identificadas como parte do esquema, com pessoas usadas como “mulas” para facilitar as operações. Estas, em princípio, ficaram sem acusação formal por entender que desconheciam a origem do dinheiro.
Arguidos e antecedentes
Akelson de Jesus, 44 anos, brasileiro, é acusado de cinco crimes de roubo, nove de sequestro e 32 de falsificação de documentos, além de uma contraordenação por detenção ilegal de arma. Jhones dos Santos, 43 anos, também brasileiro, responde pela coautoria de dois roubos, um sequestro e branqueamento de capitais.
Ambos têm longo historial criminal. Akelson já foi condenado por crimes semelhantes em 2012 e 2019, e esteve extraditado para o Brasil em 2022 para cumprir pena. Jhones já possuía condenação por homicídio de cidadão irlandês no Algarve, em regime anterior.
Segundo a acusação, Akelson terá viajado entre Brasil e Portugal para cometer os roubos, entrando no Espaço Schengen com passaporte de uma terceira pessoa, embora com a fotografia dele. O roubo ao Caixa de Crédito Agrícola de Alcáçovas, em janeiro de 2024, foi o que mais dinheiro rendeu aos alegados responsáveis, com 166.232 euros roubados.
Além das penas de prisão, o Ministério Público requer a condenação dos arguidos a perderem, a título de vantagem ilícita, a quantia total de 486 mil euros — diferença entre o que foi subtraído e o que foi recuperado.
Desde 10 de abril de 2025, Akelson permanece em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa, enquanto Jhones permanece sob custódia no EP da PJ.
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