- O incêndio na serra da Agrela, em Santo Tirso, entre 17 e 19 de julho de 2020, matou 92 animais num canil ilegal (88 cães e 4 gatos.
- Estão a ser julgados mais de duas centenas de crimes de maus-tratos a animais, incluindo a coordenadora da Proteção Civil municipal e as donas do canil “Cantinho das Quatro patas”.
- A arguida afirmou ter sido “diligente” e ter sinalizado os dois abrigos como pontos sensíveis, ao verificar no posto de comando que não estavam assinalados.
- Disse que, ao chegar ao local no dia 17, pediu para falar com o comandante dos Bombeiros de Santo Tirso, que só chegou mais tarde, e que o incêndio foi considerado dominado, sendo que mais tarde reacendeu.
- A autora sublinhou que só tomou conhecimento de que o fogo atingiu os abrigos posteriormente, conhecendo também que alguns animais estavam presos com cadeados e que muitos não estavam vacinados.
Na cidade de Santo Tirso, um incêndio ocorrido entre 17 e 19 de julho de 2020 atingiu um canil ilegal na serra da Agrela, causando a morte de 92 animais: 88 cães e 4 gatos. O caso, que envolve mais de 200 crimes de maus-tratos a animais de companhia, está a ser julgado no Tribunal de Matosinhos.
A sessão inicial do julgamento teve lugar nesta terça-feira. A antiga coordenadora da Proteção Civil da Câmara de Santo Tirso sustenta ter atuado de forma diligente e ter feito o que devia face à informação disponível, no contexto do fogo que devastou o abrigo.
Ao longo da audiência, a arguida reiterou que sinalizou dois canis considerados sensíveis quando visitou o Posto de Comando e verificou a ausência de sinalização nesses espaços. Também explicou que só teve conhecimentos sobre o alcance do incêndio posteriormente.
A defesa da acusação apresentada permitiu conhecer que os dois abrigos atingidos já eram ilegais à data dos fatos. A proprietária de um dos abrigos admitiu a irregularidade, referindo tentativas de legalização e visitas do veterinário municipal para averiguações.
A arguida referiu ainda que alguns animais estavam presos com cadeados para evitar mortes entre si e que muitos dos animais não estavam vacinados. Os restantes arguidos não prestaram declarações ou apresentaram ausências por motivos médicos.
O julgamento continua com a leitura de testemunhas e o depoimento da antiga coordenadora da Proteção Civil. O objetivo é apurar responsabilidades sobre as condições que levaram à morte dos animais e a eventual prática de maus-tratos.
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