- O Tribunal de Vila Nova de Gaia absolveu quatro médicos acusados de homicídio por negligência em relação à morte de um bebé durante um parto vaginal, no Hospital de Gaia, em 2019.
- O processo concluiu que, ao longo da audiência, não ficou provado que a morte do bebé tenha resultado da atuação dos médicos arguidos.
- A acusação do Ministério Público sustentava que o bebé poderia ter sobrevivido se houve atraso no diagnóstico ou se tivesse sido optada uma cesariana.
- Os médicos teriam seguido com um parto vaginal com ventosa, o que, segundo o MP, foi inadequado e causou reduções relevantes de fluxo de sangue e oxigénio ao cérebro do bebé.
- A decisão final afasta a responsabilidade dos médicos na morte do bebé, mantendo o veredicto de absolvição.
O Tribunal de Vila Nova de Gaia absolveu, nesta terça-feira, quatro médicos acusados de homicídio por negligência grosseira no caso de um bebé que morreu durante o parto no Hospital de Gaia, em 2019. A decisão concluiu que não ficou provada a relação causal entre a atuação dos médicos e a morte.
Segundo a acusação, o bebé poderia ter sobrevivido se os médicos não tivessem cometido erros no diagnóstico e não agido contra as boas práticas clínicas, o que teria levado à adoção de uma cesariana. O Ministério Público sustentou que a opção pela cesariana era essencial para evitar danos graves ao bebé.
Os médicos optaram por um parto vaginal com recurso à ventosa, decisão que o MP classificou como inadequada. A acusação alegou que a escolha contribuiu para reduções significativas dos fluxos de sangue e oxigénio ao cérebro do bebé, contribuindo para o desfecho fatal.
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