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Próximo diretor da PJ será escolhido internamente, afirma ministra

Ministra afirma que o próximo director da Polícia Judiciária será escolhido entre os quadros da instituição, assegurando continuidade e independência dos inquéritos

A ministra da Justiça durante a sua audição na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, na Assembleia da República, 20 de Janeiro
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  • A ministra da Justiça garantiu que o próximo diretor da Polícia Judiciária será escolhido dentro da instituição, assegurando a independência da PJ e dos inquéritos em curso.
  • A decisão ainda não está tomada, mas a ideia é termos uma solução de continuidade, com quadros qualificados da PJ potenciados para ocupar o cargo.
  • A afirmação foi feita por Rita Alarcão Júdice após a assinatura de um protocolo entre Parques de Sintra e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
  • A ministra reiterou que a PJ é tutelada pela Justiça, negando qualquer interferência ou intromissão, em consonância com as declarações de Luís Neves na tomada de posse.
  • Ainda não há data nem nome anunciados; a decisão será tomada em conjunto com o primeiro-ministro, com calma e sem precipitâncias.

A ministra da Justiça afirmou que o sucessor de Luís Neves na Polícia Judiciária será escolhido dentro da instituição, garantindo a independência da PJ e dos inquéritos em curso. A declaração ocorreu no final de uma cerimónia de assinatura de protocolo entre Parques de Sintra e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

A ideia é manter uma solução de continuidade, ou seja, escolher alguém da casa. A PJ conta com quadros qualificados, o que torna a escolha difícil, admitiu a governante. A decisão será tomada com método e tranquilidade, evitando precipitações.

Questionada sobre dúvidas de independência da PJ, a ministra reiterou que a PJ sempre esteve sob tutela da Justiça e não houve interferência. Referiu que o ex-diretor Luís Neves já esclareceu a matéria, mantendo a confiança na autonomia da Polícia.

Ainda não houve decisão sobre o nome, adiantou. A escolha final será debatida em conjunto com o Primeiro-Ministro e anunciada quando houver uma decisão sólida, sem pressa desnecessária.

Protocolo com a DGRSP

O acordo entre Parques de Sintra e a DGRSP prevê que reclusos em regime aberto, fora dos estabelecimentos, possam trabalhar nos parques em atividades de limpeza, jardinagem e manutenção. O objetivo é facilitar a reinserção socioprofissional.

O protocolo envolve a gestão de tarefas de conservação de espaços verdes e de edifícios, com supervisão ligada aos serviços prisionais. A iniciativa enquadra-se numa lógica de inserção gradual e responsabilidade social.

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