- Hugo nasceu em dezembro, em Londres, com 3,09 quilos, tornando-se o primeiro bebé no Reino Unido cuja mãe recebeu um transplante de útero de uma doadora morta.
- Este é o primeiro nascimento no país com útero de uma dadora falecida; na Europa, apenas dois casos idênticos foram relatados até ao momento, segundo o The Guardian.
- Grace Bell nasceu com a síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser e foi informada na adolescência de que não poderia ter filhos; após o transplante, iniciou tratamento de fertilidade em 2024 e deu à luz no último mês de dezembro.
- O útero transplantado não faz parte do registo de doadores do Serviço Nacional de Saúde britânico, sendo necessária autorização da família da doadora.
- O órgão será removido quando o casal terminar de ter filhos, para evitar que Grace Bell tenha de tomar medicamentos imunossupressores durante toda a vida.
Hugo nasceu em dezembro, no Reino Unido, num hospital de Londres, tornando-se o primeiro bebé no país a nascer de uma mãe que recebeu um transplante de útero de uma doadora morta. O bebé pesava 3,09 quilos e encontra-se saudável. O caso representa uma estreia britânica com donante falecida.
Grace Bell, mãe de Hugo, nasceu com a síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, que provoca útero subdesenvolvido ou ausente. Ainda na adolescência foi informada de que não poderia ter filhos. Após o transplante, em 2024, iniciou tratamento de fertilidade e concebeu no último mês de dezembro.
A cirurgia envolveu um útero de uma doadora falecida, cujo registo não faz parte do sistema de doadores do NHS. A autorização da família da doadora foi necessária para o procedimento.
Contexto
O órgão transplante foi removido após o término de eventual novo uso pelo casal, de modo a evitar que Grace Bell tenha de tomar imunossupressores ao longo da vida. O objetivo é permitir a gravidez sem manter o transplante de forma permanente.
O primeiro transplante de útero no Reino Unido ocorreu em 2023, com Grace Davidson, também com a síndrome MRKH, que recebeu o útero de uma irmã viva. Este caso de Hugo acrescenta uma nova frente na medicina britânica.
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