- Blandina Soares vai assumir a presidência do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), substituindo Jorge Rodrigues da Ponte, que cessará funções a 1 de março, a seu pedido.
- Soares deixa a coordenação da Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificada, segundo o Ministério da Justiça.
- Tem mestrado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto, com especialização em Ciências Jurídico-Privatísticas, e mais de duas décadas de experiência na Administração Pública, em registos e notariado; foi membro permanente do Conselho Consultivo do IRN entre 2013 e 2024.
- O IRN regista mais de meio milhão de pedidos de nacionalidade pendentes nos últimos anos.
- O Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado (STRN) afirma que a mudança não resolve problemas estruturais e exige investimento real — financeiro, tecnológico e humano — para modernizar o setor.
O Instituto dos Registos e Notariado (IRN) terá uma nova presidência. Blandina Soares vai substituir Jorge Rodrigues da Ponte, que pediu para sair, no dia 1 de Março. A mudança foi anunciada pelo Ministério da Justiça.
Jorge Rodrigues da Ponte assumiu o cargo em Dezembro de 2024, em regime de substituição. Blandina Soares chega para liderar o IRN, após deixar a coordenação da Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificada.
Blandina Soares: perfil e experiência
Blandina Soares tem mestrado em Direito, com especialização em Ciências Jurídico-Privatísticas pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto. É jurista com mais de duas décadas de experiência na Administração Pública, no âmbito dos registos e do notariado.
Entre 2013 e 2024, Soares foi membro permanente do Conselho Consultivo do IRN. Nos últimos anos, o IRN tem enfrentado um volume elevado de pendentes, com várias queixas sobre o funcionamento do serviço público.
Reação dos trabalhadores e contexto atual
O Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado (STRN) aponta que a mudança não resolve, por si só, os problemas estruturais do sector. O STRN destaca carências de recursos, sistemas e infra-estruturas, bem como pressão sobre os trabalhadores.
O sindicato afirma que sem investimento real — financeiro, tecnológico e humano — a situação não mudará, independentemente de quem presida o IRN, desafiando o Governo a definir um novo rumo para o serviço.
Entre na conversa da comunidade