- Um médico de 65 anos vai ser julgado por abuso de poder por o caso ter causado que mais de 1600 utentes de consultas privadas furassem a fila de espera da oftalmologia do Hospital Sousa Martins, na Guarda, entre 2020 e 2024.
- Segundo o Ministério Público, quase não observava ou tratava os pacientes que esperavam no hospital público, enquanto quem pagava entre 60 € e 80 € por consulta nas clínicas privadas era atendido no hospital público em cerca de um mês.
- O oftalmologista em causa é Henrique Fernandes.
- A acusação foi apresentada em setembro de 2025, com pedido de abertura de instrução.
- Este mês, o juiz de instrução da Guarda confirmou o julgamento pelo crime.
Um médico enfrenta julgamento por abuso de poder após alegadamente favorecer pacientes de clínicas privadas em detrimento do serviço público. O caso envolve mais de 1600 utentes que tiveram consultas de oftalmologia no Hospital Sousa Martins, na Guarda, entre 2020 e 2024.
Segundo o Ministério Público, Henrique Fernandes, de 65 anos, quase não observava, tratava ou operava os pacientes da rede pública, enquanto deixava que quem pagava nas clínicas privadas fosse atendido no hospital público em cerca de um mês.
A denúncia sustenta que o médico atuava simultaneamente em várias clínicas privadas, cobrando entre 60 e 80 euros por consulta, em troca de prioridade no atendimento público. O desvio de conduta teria ocorrido ao longo de vários anos.
O processo avançou para instrução após a acusação em setembro de 2025, com pedido de abertura da instrução. Este mês, o juiz de instrução da Guarda confirmou o julgamento pelo crime.
Processo
O Ministério Público mantém que houve abuso de poder, com danos ao acompanhamento de pacientes no serviço público. A defesa pode apresentar contestações durante o julgamento, sem prejulgamento de nenhuma parte. O desfecho será definido pelo tribunal.
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