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Heliporto do hospital de Matosinhos encerrado por questões de segurança

Heliporto do Hospital Pedro Hispano encerra por riscos de segurança; obstáculos nos canais de descolagem e suspensão temporária até decisão da ANAC

O heliporto é utilizado para receber helitransportes com doentes para os hospitais das ULS São João e ULS Santo António, ambos no Porto
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  • O heliporto do Hospital Pedro Hispano, na Unidade Local de Saúde de Matosinhos, foi encerrado por questões de segurança devido a obstáculos nos canais de descolagem, levantamento e aterragem.
  • A avaliação técnica aponta que a localização e a envolvente não permitem adaptar os canais de aproximação, sendo recomendado transformar o heliporto numa estrutura elevada, com cerca de 10 metros de altura.
  • Entre os motivos estão árvores altas, linhas de electricidade e obstáculos em propriedade privada, o que impede alterações de orientação dos canais de aproximação.
  • A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) foi solicitada a emitir autorização; o processo envolve novo levantamento topográfico e já houve duas reuniões com a ANAC, com inspeção realizada a 11 de Fevereiro.
  • Em 2025, o heliporto recebeu cerca de 90 voos, sendo a maioria dos doentes encaminhados para hospitais da Área Metropolitana do Porto; a direção da ULSM adianta que o encerramento é temporário até à análise da ANAC.

O heliporto do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, foi encerrado por motivos de segurança. A decisão envolve os canais de descolagem, levantamento e aterragem, que contêm obstáculos que colocam em risco a operação. A medida é temporária e depende da avaliação da ANAC.

O espaço é utilizado para receber helitransportes com doentes para os hospitais da Área Metropolitana do Porto, nomeadamente os hospitais de São João e Santo António. A decisão resulta de visitas técnicas conjuntas entre a ULSM e a ANAC, com o acompanhamento de serviços de risco da instituição.

Segundo o relatório, os canais de aproximação não permitem alterar o sentido atual, mesmo após avaliações. O documento recomenda transformar o heliporto de superfície em elevado, com cerca de 10 metros de altura, para aumentar a segurança.

Motivos e contexto

A análise indica que, ao construir o heliporto, os ângulos de aproximação eram de 8%, mas passaram a exigir 4,5% segundo normas ICAO.

A nova autorização exige um levantamento topográfico, que revelou obstáculos nos dois canais: árvores altas, propriedades privadas e linhas de alta tensão da E-Redes.

O processo já envolveu duas reuniões com a ANAC e a empresa responsável pelo levantamento, com inspeção realizada a 11 de fevereiro.

Próximos passos e entidades envolvidas

A direção da ULSM afirma que o encerramento permanece até que a ANAC se pronuncie sobre as condições de segurança. As comunicações internas e externas incluem INEM, CODU e Bombeiros Voluntários de Leixões.

A administração da ULSM confirmou a recomendação da ANAC de suspender a atividade, enquanto o processo de autorização é analisado pela autoridade.

Dados da ULSM indicam que, em 2025, o heliporto recebeu cerca de 90 voos, com a maioria a destinar-se aos hospitais da região.

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