- O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, afirmou que o Governo está a fazer o máximo para garantir a campanha de rega no Baixo Mondego e que a água deverá chegar aos campos para milho e arroz, salvo intempéries extraordinárias.
- As obras do dique dos Casais, a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente, estão a avançar com avaliação de trabalhos provisórios e plano a apresentar no máximo em quinze dias.
- O Governo pode tomar medidas para prejuízos superiores a quarenta mil euros, incluindo abrir uma nova portaria para o PEPAC e explorar um instrumento financeiro com o Banco Português de Fomento para cofinanciamento a fundo perdido e empréstimos.
- Os prejuízos devem ser levantados rapidamente para analisar elegibilidade no Fundo de Solidariedade da União Europeia e na reserva agrícola.
- A visita ficou marcada por um desentendimento com a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, que depois elogiou a atuação do ministro; o governante seguiu para Leiria para inspeções noutras infraestruturas.
O Governo está a trabalhar para assegurar a campanha de rega no Baixo Mondego. O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, afirmou que o objetivo é garantir água para milho e arroz, a menos que ocorram intempéries extraordinárias. A declaração ocorreu durante uma visita às obras do dique dos Casais, em Coimbra.
O governante sublinhou que, desde o início, o Governo tem procurado atuar com rapidez, ilustrando com a intervenção no dique. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) é responsável pelos trabalhos e está a contratar equipas para avaliar soluções provisórias que assegurem a campanha de rega.
Segundo o presidente da APA, deverá apresentar-se um plano de intervenção no máximo em 15 dias. O ministro destacou ainda a necessidade de acelerar o levantamento de prejuízos para confirmar elegibilidade no Fundo de Solidariedade da União Europeia e na reserva agrícola.
Foi ainda anunciada a possibilidade de medidas para prejuízos superiores a 400 mil euros. Entre as opções discutidas estão uma nova portaria para o PEPAC e a criação de um instrumento financeiro com o Banco Português de Fomento, combinando apoio a fundo perdido e empréstimos.
Conflito na Câmara de Coimbra
A visita ficou marcada por um desentendimento com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, que chegou atrasada e criticou o ministro por falar com jornalistas antes de ouvir os autarcas. O ministro defendeu-se, dizendo que respondia a perguntas da imprensa.
Pouco depois, Abrunhosa reconheceu que, neste momento, é preciso ouvir as autoridades locais e reconheceu que o ministro é um parceiro com quem se trabalha. A responsável acrescentou que as respostas do ministro acalmaram os interesses da cidade.
Deslocação seguinte a Leiria
Posteriormente, Fernandes seguiu para Leiria, para acompanhar a reparação de rutura no dique da margem esquerda do rio Lis, bem como a rutura do coletor de Monte Redondo e a Estação Elevatória do Boco. As intervenções estão a decorrer sob supervisão técnica.
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