- A directora do Museu do Louvre, Laurence des Cars, apresentou o seu pedido de demissão ao Presidente francês Emmanuel Macron, que o aceitou.
- A saída ocorre cerca de cinco meses após o roubo das jóias da coroa do Louvre e após audições parlamentares sobre questões de segurança e gestão no museu.
- O Eliseu explicou que o pedido é visto como um ato de responsabilidade, com o museu a precisar de apaziguamento e de um novo impulso para projetos de segurança e modernização, incluindo o programa Louvre – Nova Renascença.
- Além do roubo, foi descoberta uma fraude na bilhética que terá sonegado dez milhões de euros de receitas, e os sindicatos têm feito greves e protestos por condições de trabalho e falta de pessoal.
- Macron agradeceu o trabalho de des Cars e anunciou que lhe vai atribuir uma missão ligada à presidência francesa do G7, relacionada com a cooperação entre museus dos países envolvidos.
A directora do Museu do Louvre, Laurence des Cars, apresentou esta terça-feira o seu pedido de demissão ao Presidente francês, Emmanuel Macron, que o aceitou. A decisão surge após o assalto à coroa francesa do museu e várias audições parlamentares sobre segurança e gestão.
Des Cars dirige o Louvre desde setembro de 2021. O caso ocorre cerca de cinco meses após o roubo das jóias, num momento em que Várias auditorias apontaram fragilidades na segurança do museu e na bilheteira, com perdas estimadas em dezenas de milhões de euros.
O Eliseu informou que Macron saudou a demissão como um ato de responsabilidade. O Presidente elogiou o trabalho da gestão e anunciou uma nova missão para Des Cars, ligada à presidência francesa do G7 e à cooperação entre grandes museus.
Macron indicou ainda que a governança do Louvre precisa de um impulso para avançar com o projeto Louvre – Nova Renascença, destinado a reforçar a segurança e a modernização, incluída numa parceria público-privada.
Apesar da demissão, o papel de Des Cars mantém-se em aberto: a ministra da Cultura, Rachida Dati, decidiu manter a dirigente no cargo por coincidirem com a gestão anterior, segundo informações oficiais.
A casa da cultura indicou que o processo de auditorias, já em curso, continua a investigação administrativa sobre falhas de segurança anteriores ao mandato de Des Cars, com relatório do Tribunal de Contas já divulgado.
O museu enfrentou críticas relacionadas com a proteção de obras e com a falta de pessoal, amplificadas por greves e protestos dos sindicatos, que apontaram condições de trabalho e capacidade de resposta a incidentes.
A direção do Louvre não comentou detalhes operacionais, limitando-se a confirmar a demissão e a intenção de avançar com reformas. As investigações continuam a ser acompanhadas pelas autoridades competentes.
Entre na conversa da comunidade