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Dados que falam: tendências reveladas pelos números

Dados da Segurança Social mostram que imigrantes, sobretudo brasileiros, sustentam setores-chave e ajudam a repovoar o interior

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  • O Governo vai avaliar mensalmente os dados da Segurança Social por setores, nacionalidades e regiões, para ter um retrato fiel da realidade.
  • Os estrangeiros contribuem positivamente para o saldo da Segurança Social e representam um quinto do total de descontos.
  • Por sectores, estrangeiros totalizam 53,3% dos trabalhadores na agricultura e pescas e cerca de 40% nos serviços e atividades administrativas; restauração e construção também dependem fortemente de mão de obra estrangeira (39% e 36,2%).
  • Os brasileiros representam 36% do total de estrangeiros, com dispersão crescente para o interior: nos últimos dez anos, o crescimento foi de 11,5 vezes em Castelo Branco, 11 em Viseu e 8,1 em Vila Real.
  • A imigração deixou de ser um fenómeno apenas urbano e é decisiva para o repovoamento de territórios de baixa densidade; políticas públicas devem acompanhar essa realidade para não ficarem desalinhadas.

Vivemos numa era de narrativas e emoções, e o Governo tem demonstrado preocupação com a isenção e a literacia na informação correta. A partir de agora, os dados da Segurança Social vão ser avaliados mensalmente, por setores, nacionalidades e regiões.

Entre os dados disponíveis, os estrangeiros contribuem positivamente para o saldo da Segurança Social e representam um quinto do total de descontos. O impacto é sentido em várias áreas do mercado de trabalho.

A nível setorial, os estrangeiros totalizam 53,3% dos trabalhadores na agricultura e pescas, e perto de 40% nos serviços e atividades administrativas, que incluem limpeza e call centers. Restauração e construção também dependem de mão de obra estrangeira.

Entre as nacionalidades, os brasileiros representam 36% do total de estrangeiros. A dispersão geográfica mostra que, apesar de concentrarem-se nas duas maiores áreas urbanas e no Algarve, o interior tem registado crescimento significativo.

No Interior, o aumento proporcional é expressivo: Castelo Branco cresce 11,5 vezes, Viseu 11 vezes e Vila Real 8,1 vezes, na última década. A imigração deixa de ser apenas urbana e aproxima-se de territórios pouco povoados.

Este movimento é apresentado como fator decisivo no repovoamento de áreas de baixa densidade e na dinamização económica local. A análise dos números reforça a necessidade de políticas ajustadas à realidade laboral.

A equipa governamental defende que dificultar o reagrupamento de famílias ou adotar uma postura de desconfiança para estes trabalhadores resulta em custos para o país. A leitura apresentada sustenta que o país é composto por cruzamentos culturais.

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