- Costa disse que é inaceitável que um Estado-membro não cumpra o que foi acordado no Conselho Europeu, referindo-se à Hungria.
- Criticou Bruxelas por não cumprir as regras do Estado de Direito e pediu que a União Europeia aplique as suas normas de forma firme.
- Reafirmou que Portugal defenderá a solidariedade e a unidade europeia, apoiando a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, bem como a sua adesão à União Europeia e à NATO.
- Destacou a importância de a UE continuar a apoiar a Ucrânia e de manter o diálogo com Moscovo, na medida do possível, bem como de reforçar a autonomia estratégica europeia.
- Considerou essencial que a Europa se prepare para falar com a Rússia com uma posição comum e uma estratégia clara.
O primeiro-ministro António Costa afirmou que é inaceitável que um Estado-membro não cumpra o que foi acordado no Conselho Europeu, numa referência direta à Hungria. A crítica vem num contexto de tensões sobre o Estado de Direito dentro da UE.
Em entrevista ao Público, Costa lembrou que a União tem regras que devem ser aplicadas e que a Espanha deve manter a posição firme frente a violações por parte de alguns Estados-membros. O Governo português defende solidariedade e unidade europeias.
Costa sublinhou que Portugal continuará a defender a solidariedade e a coesão da UE, mesmo diante de dificuldades internas e externas. Reiterou o compromisso com a soberania nacional e com a adesão de países a 27, nomeadamente Ucrânia.
Guerra na Ucrânia
Sobre o conflito, o chefe de Governo reafirmou o apoio de Portugal à soberania e integridade territorial da Ucrânia, bem como à sua adesão à UE e à NATO. Portugal deverá continuar a apoiar a Ucrânia na resistência à invasão.
O Primeiro-Ministro destacou a importância de manter a UE firme no apoio a Kiev e de manter o diálogo com Moscovo, na medida do possível e dentro de um quadro estratégico comum. O país pretende evitar rupturas que comprometam a segurança europeia.
Costa também referiu que Portugal está a intensificar a sua capacidade de defesa e de segurança, e que a UE precisa de reforçar a sua autonomia estratégica para enfrentar atuais desafios regionais e globais.
Diálogo com a Rússia
É essencial que a Europa se prepare para falar com a Rússia, com uma posição comum e uma estratégia clara, concluiu o chefe do Governo. A prioridade é desenvolver um trilho de negociação estável e previsível.
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