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Capucho classifica de bizarra a atribuição de pelouros ao Chega em Cascais

Antigo presidente da Câmara de Cascais considera bizarra e inqualificável a atribuição de pelouros aos vereadores do Chega

António Capucho considera "bizarra" atribuição de pelouros ao Chega em Cascais
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  • António Capucho chamou de “bizarra” e “inqualificável” a decisão de atribuir pelouros aos vereadores do Chega em Cascais.
  • O presidente da Câmara, Nuno Piteira Lopes (PSD), justificou a medida, argumentando que o acordo com o PS não era exclusivo e poderia admitir outras forças políticas.
  • Como consequência, os dois vereadores do PS abdicaram dos pelouros, devolvendo-os à liderança do executivo (PSD/CDS-PP).
  • O CDS-PP afirmou que não fez nem fará acordo com o Chega e vai analisar a situação em reunião dos seus órgãos; o PS disse que aceitava abdicar por não fazer parte o Chega do acordo.
  • Cascais ficou sem a maioria absoluta de seis mandatos, com o conjunto Viva Cascais a vencer as eleições; Chega elegeu dois vereadores (Pedro Teodoro dos Santos e João Rodrigues dos Santos).

O antigo presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, criticou a decisão do atual presidente municipal, Nuno Piteira Lopes (PSD), de atribuir pelouros aos vereadores do Chega. Chamou a medida de bizarra e inqualificável, em declarações à Lusa.

Capucho presidiu Cascais entre 2001 e 2011. A reação surge após Nuno Piteira Lopes atribuir pelouros aos dois vereadores do Chega, levando os dois eleitos do PS a abdicar dos pelouros que tinham no executivo, que passou a ficar sob liderança do PSD/CDS-PP.

Essa decisão motivou críticas ao princípio de alargar o poder local a uma força que, segundo os críticos, diverge ideologicamente. Capucho concluiu que a escolha cria dependência do Chega e retira competências a dirigentes socialistas competentes.

Reação do PSD, PS e CDS-PP

O PSD alega que o acordo com o PS não era exclusivo e aceitava outras forças políticas. O PS justificou a abdicação dos pelouros com o entendimento entre as várias forças da coligação.

O CDS-PP afirmou não ter participado de acordo com o Chega e anunciou análise interna da situação. A Câmara de Cascais não respondeu de imediato sobre o tema.

Contexto eleitoral e posição do executivo

A coligação PSD/CDS-PP perdeu a maioria absoluta em Cascais nas eleições de outubro. A Câmara ficou com a coligação Viva Cascais, liderada por Nuno Piteira Lopes, enquanto o PS e o Chega também foram eleitos.

Resultados das últimas eleições: Viva Cascais totalizou aproximadamente 30 mil votos, com cinco vereadores. PS teve cerca de 14 mil votos, com dois vereadores. Chega obteve quase 13 mil votos, elegendo dois representantes.

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