- População de Capeludos e Bragado opôs-se ao projeto Adagoi de exploração de feldspato, com abaixo-assinado dirigido a entidades nacionais e à Câmara Municipal.
- O objetivo é assegurar o fornecimento de matérias-primas para a indústria cerâmica portuguesa e reduzir a dependência de importações, segundo a Mota Ceramic Solutions (MCS).
- Em Dezembro de 2024, a MCS assinou um contrato com a Direção-Geral de Energia e Geologia para explorar feldspato, quartzo e lítio, estando agora a preparar o Estudo de Impacte Ambiental.
- A presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Ana Rita Dias, manifestou preocupação pela falta de informação prévia e garantiu acompanhar o processo, solicitando contrapartidas para mitigar impactos.
- A MCS afirma que o Adagoi é uma operação de escala relativamente reduzida e de baixo impacto, com uma postura de transparência e participação junto das comunidades locais.
A população de Capeludos e Bragado, freguesias de Vila Pouca de Aguiar, opôs-se a um projeto para explorar feldspato no concelho. A iniciativa, denominada Adagoi, visa abastecer a indústria cerâmica nacional. A decisão surgiu num abaixo-assinado dirigido a várias autoridades.
O abaixo-assinado está aberto para receber novas assinaturas. Os signatários pedem mais clarificação sobre medidas de mitigação, recuperação ambiental e garantias financeiras previstas no contrato para a exploração de feldspato. A Voz de Trás-os-Montes reporta o âmbito das preocupações.
A Mota Ceramic Solutions (MCS) assegura que a exploração seria de pequena escala e com baixo impacto. A empresa afirma que o objetivo é reduzir a dependência de importações, fornecendo matérias-primas de origem nacional para setores industriais estratégicos.
Em Dezembro de 2024, a MCS assinou um contrato com a DGEG para exploração de feldspato, quartzo e lítio. O próximo passo é o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da concessão, com avaliação pública prevista durante o processo.
A presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Ana Rita Dias, disse que o município não foi previamente informado. Ela sublinhou a necessidade de participação local para acompanhar o processo e defender contrapartidas se avançar.
Dias acrescentou que a câmara, bem como as populações, deverá acompanhar o desenvolvimento do projeto e exigir medidas para mitigar danos ambientais e sociais. A autarca garantiu que não deixará de acompanhar o processo.
A MCS reiterou que o Adagoi pretende manter uma abordagem transparente e participativa junto das comunidades. Porta-vozes destacaram que o projeto é compatível com outras iniciativas regionais de feldspato na área.
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