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Lagarde sob pressão por salário extra do BIS, contrariando limites do BCE

Lagarde enfrenta críticas internas por salário do BIS, defendido pela BCE como exceção para altos dirigentes, suscitando debate sobre cumprimento das normas

Presidente do BCE Christine Lagarde participa no Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça, a 23 de janeiro de 2026
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  • Christine Lagarde recebeu 142.700 euros no ano passado como membro do conselho do Banco de Compensações Internacionais (BIS), conforme carta a eurodeputados citada pelo Financial Times.
  • O Banco Central Europeu afirma que a remuneração externa é proibida para funcionários, destacando que Lagarde não integra o quadro regular e está sujeita a um código de conduta próprio para altas dirigentes.
  • Funcionários do BCE afirmam desconforto com o que chamam de “duplo salário” e dizem que quem apoia Lagarde no BIS não pode ficar com o abono.
  • O BCE sustenta que o cargo de Lagarde no BIS envolve decisões de governação de grande alcance e riscos jurídicos pessoais, justificando uma remuneração separada.
  • Com todas as fontes de rendimento, Lagarde é apontada como a pessoa pública mais bem paga da União Europeia, com cerca de 743.000 euros por ano; ela integra o grupo de dezoito bancos centrais que compõem o BIS.

Christine Lagarde está sob escrutínio por receber remuneração externa do BIS, apesar de normas do BCE proibirem o pessoal permanente de aceitar pagamentos de terceiros. A revelação ocorreu na sexta-feira, quando a presidente do BCE informou ter recebido 130 457 francos suíços no ano anterior, equivalente a 142 700 euros, segundo uma carta dirigida a dois eurodeputados e mencionada pelo Financial Times.

Internamente, funcionários do BCE apontam para o que consideram um conflito de rendimentos entre funções no BCE e o cargo no BIS. Registos internos indicam que quem trabalha no BCE não pode ficar com remunerações por atividades associadas a outras instituições. Um delegado que acompanha Lagarde nas reuniões do BIS não pode receber abono.

O BCE sustenta a distinção entre a direção executiva e o quadro de funcionários, afirmando que Lagarde não pertence ao quadro comum e está sujeita a um código de conduta específico para dirigentes de alto nível. A instituição diz ainda que o cargo no BIS implica decisões de governação com riscos legais pessoais, justificando a remuneração distinta.

A instituição acrescenta que Lagarde segue a tradição de antecessores que também recebiam pagamento do BIS. A presidência de Lagarde faz parte do grupo de 18 bancos centrais no BIS, com variações na forma de remuneração entre os membros. Não é universal que todos os líderes recebam o salário do BIS.

Em comparação, a Reserva Federal dos EUA e o Banco da Inglaterra não recebem a mesma forma de remuneração. A legislação norte-americana proíbe funcionários da Fed de aceitar dinheiro de instituições estrangeiras. O Banco de França permite ao governador ficar com o abono, mas devolve metade à instituição.

No balanço total de rendimentos, Lagarde figura como uma das pessoas públicas mais bem pagas da UE, com remuneração anual total estimada em cerca de 743 mil euros. O BIS não é uma instituição normativa de pagamento único, o que explica diferentes práticas entre os bancos centrais.

Contexto e reação

  • O BIS funciona como organismo que reúne bancos centrais para cooperação e governança.
  • O BCE assegura que o regime de Lagarde está alinhado com regras internas e com precedentes de outros dirigentes.
  • A polémica levanta questões sobre limites de remuneração e transparência entre cargos públicos.

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