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Idas à urgência caem de seis milhões; pandemia foi ainda mais baixa

Episódios de urgência no SNS caem para 5,7 milhões, quebra de registo acima de seis milhões desde 2013; obstetrícia passa a abranger todo o país

O projecto Ligue Antes Salve Vidas vigora em 27 ULS e vai ser alargado a todas a unidades locais de saúde
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  • No ano passado houve 5,7 milhões de episódios de urgência no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o valor mais baixo desde 2013, quando se registava próximo dos seis milhões (excluindo anos atípicos da pandemia).
  • Portugal continua a ser um dos países com mais episódios de urgência por habitante, com cerca de 70 episódios por cada 100 habitantes por ano.
  • A Direção Executiva do SNS considera o resultado relevante e estruturalmente positivo.
  • O bastonário da Ordem dos Médicos aponta um sinal positivo, mas sublinha a necessidade de avaliar se todos os que precisaram tiveram acesso a cuidados.
  • A urgência referenciada de obstetrícia será alargada a todo o país.

O SNS terminou o ano passado com 5,7 milhões de episódios de urgência. Excluindo períodos atípicos da pandemia, desde 2013 não se verificava um valor abaixo de seis milhões, de acordo com o Portal do SNS.

Para o último ano, o número reduzido de atendimentos de urgência é visto como sinal de melhoria pela Direção Executiva do SNS, que destaca Portugal como país com o maior volume de urgências por habitante entre os membros da OCDE, estimando cerca de 70 episódios por cada 100 habitantes por ano. O bastonário da Ordem dos Médicos aponta ganhos, mas ressalva a necessidade de confirmar se todos os pacientes que precisaram tiveram acesso a cuidados.

Expansão da urgência referenciada de obstetrícia

A notícia aponta ainda que a urgência referenciada de obstetrícia deverá ser alargada a todo o país, com impacto potencial na organização de recursos e nas decisões de gestão hospitalar. A medida surge no contexto de avaliar serviços que respondem a situações emergentes.

Desdobramentos e leitura de contexto

As autoridades salientam que o valor agregado não representa apenas redução de procura, mas pode refletir alterações no comportamento dos utentes ou na organização dos serviços. Ainda não há dados que permitam concluir sobre a acessibilidade universal ou tempos de resposta em todas as regiões.

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