- 99% das habitações de Ferreira do Zêzere deverão ficar com energia elétrica até ao final desta segunda-feira, 27 dias após a depressão Kristin.
- Entre 20 e 30 habitações, correspondentes a cerca de 50 pessoas, permanecem sem fornecimento; deverá normalizar até ao fim do dia em articulação com a E-Redes e presidentes de junta.
- No terreno, entre 60 e 70 operacionais trabalham em trabalhos de limpeza, reposição de coberturas e reparação de infraestruturas.
- No que respeita às telecomunicações, persistem constrangimentos, sobretudo na rede MEO, com falhas no serviço móvel e de dados; a fibra ótica continua limitada à vila. Cerca de 20% da população dependente da MEO tem dificuldades de acesso.
- O concelho, com quase 8.000 habitantes, registou danos em cerca de 85% das habitações (cerca de 4.000); prejuízos estimados entre 150 e 200 milhões de euros; 18 pessoas morreram no país devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta; há ações de solidariedade com Starlink e a associação Just a Change.
Ferreira do Zêzere aproxima-se de normalidade elétrica 27 dias após a depressão Kristin, com 99% das habitações já com energia e redução significativa do atendimento. O objetivo é alcançar o restabelecimento total ainda hoje, em articulação com a E-Redes e juntas de freguesia.
No entanto, ainda há 20 a 30 habitações, cerca de 50 pessoas, sem fornecimento elétrico, principalmente em zonas rurais. O presidente da Câmara, Bruno Gomes, sublinha que a normalização avança, mas há trabalho contínuo de limpeza, reposição de coberturas e reparação de infraestruturas, com 60 a 70 operacionais no terreno.
Infraestruturas e telecomunicações
Persistem constrangimentos nas telecomunicações, com falhas de serviço móvel e de dados, sobretudo na rede MEO. A fibra ótica continua limitada à vila, limitando o acesso em várias zonas do concelho.
Em termos populacionais, cerca de 20% da população dependente da MEO enfrenta dificuldades de comunicação. O concelho regista perto de 8 mil habitantes e cerca de 85% das habitações sofreram danos, num total de aproximadamente 4 mil residências.
Danos, custos e recuperação
O presidente admite que milhares de casas ainda carecem de intervenções profundas, prevendo um processo de requalificação que pode prolongar-se por mais de um ano, devido à escassez de mão de obra e à necessidade de apoios financeiros. Os danos totais devem situar-se entre 150 e 200 milhões de euros.
No que respeita a serviços, escolas, centros de saúde e serviços municipais funcionam, embora com danos a reparar. Entre os recursos de resposta, destaca-se a instalação de um equipamento com ligação Starlink na freguesia de Nossa Senhora do Pranto, assegurando internet de emergência, e o envolvimento do movimento Just a Change na reabilitação de habitações.
Reativação de atividades e planeamento
O município antecipa o retomar gradual de iniciativas públicas, nomeadamente o Festival do Lagostim, para apoiar a hotelaria, restauração e comércio local. Bruno Gomes sublinha a necessidade de reforçar o planeamento, a robustez de infraestruturas críticas e a articulação entre entidades.
As autoridades nacionais registaram 18 mortes associadas às depressões Kristin, Leonardo e Marta, com centenas de feridos e desalojados. As áreas centrais afetadas incluem o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e o Alentejo, com destruição de habitações, quedas de árvores e cortes de serviços.
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