- Em 2024, o acesso aos registos eletrónicos de saúde na União Europeia atingiu 83%, subindo quatro pontos percentuais face a 2023.
- Irlanda surge no fim da lista com 25%, enquanto Bélgica e Estónia atingem 100%. Países como Dinamarca (98%), Lituânia (95%), Malta (94%), Polónia (92%) e Noruega (91%) estão entre os mais avançados.
- Entre os restantes, Portugal (88%), Espanha (88%), Áustria (87%), Bulgária (87%), Croácia (87%), Alemanha (87%), Eslovénia (87%), Hungria (86%), Letónia (86%), Finlândia (85%), França (84%) e Itália (84%) ficam acima da média da UE.
- A literacia em saúde digital continua a exigir melhorias, com 18% de literacia entre o grupo menos escolarizado e 26% entre o grupo mais escolarizado, em 17 países da OCDE.
- A situação varia bastante entre países, com valores mais altos em países como a Chéquia e, ainda que com menos escolaridade, no País de Gales e França; especialistas destacam a importância da confiança para usar as tecnologias de saúde digital.
A Europa continua a avançar na digitalização dos serviços de saúde, mas persiste uma lacuna entre países e entre literacia digital em saúde. Em 2024, o acesso aos registos eletrónicos de saúde (RES) atingiu 83% entre os cidadãos da UE, segundo a Comissão Europeia. A meta para 2030 é ter 100% de acesso.
A evolução é desigual: alguns países atingem níveis muito altos, enquanto outros ficam aquém. A Irlanda encontra-se no extremo inferior, com 25% de disponibilidade de RES, ao passo que Bélgica e Estónia chegam a 100%.
Países em destaque no acesso a registos de saúde
Denota-se que Dinamarca, Lituânia, Malta, Polónia e Noruega estão entre os mais adiantados, com RES acima de 90%. Outros como Portugal, Espanha, Áustria e França situam-se acima da média da UE, entre 84% e 88%.
Entre os menos desenvolvidos estão a Irlanda (25%), Grécia (74%), Roménia (75%) e Chipre (75%). Países baixos, Bulgária e Eslováquia ficam numa posição intermédia, com 65% a 72%.
A Irlanda deverá alterar este cenário, após o anúncio de 5 de fevereiro de 2026 de aprov ação para iniciar o concurso de um Registo Eletrónico Nacional de Saúde. O objetivo é modernizar o sistema e elevar o acesso aos dados de saúde.
Literacia em saúde digital
A literacia digital em saúde continua a ser um desafio. Dados da OCDE indicam que, em 2024, apenas uma parte reduzi da população consegue utilizar informações de saúde online com confiança. A brecha é maior entre pessoas com menos escolaridade e faixas etárias acima dos 45.
Entre os países com melhores resultados, a República Checa lidera entre quem tem mais escolaridade, com 53%, seguida por País de Gales, França e Países Baixos. No entanto, mesmo nesses casos, os valores são baixos na totalidade da população.
Especialistas destacam que a confiança é crucial para ampliar o uso das tecnologias de e-saúde. A adoção de teleconsulta também tem crescido na Europa, impulsionada pela pandemia e pela evolução dos serviços digitais.
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