- O Movimento Dignidade Académica (MDA) denunciou degradação generalizada nas condições estruturais dos campi da Universidade do Minho e lançou um abaixo-assinado para exigir condições dignas.
- O foco principal é o Campus de Gualtar, Braga, onde o Complexo Pedagógico 1 apresenta infiltrações graves durante períodos de chuva, com água nas paredes, humidade e iluminação em risco.
- Segundo o MDA, os problemas não são pontuais e afetam espaços como casas de banho, além de falta ou avaria de equipamentos de apoio ao estudante, como micro-ondas, e parques de estacionamento insuficientes.
- O MDA também destaca que a situação prejudica aulas, avaliações, investigação e atividades académicas, exigindo diagnóstico técnico público, plano de intervenção e comunicação regular sobre as obras.
- A reitoria da UMinho afirma estar a realizar um levantamento detalhado das necessidades em todos os espaços e a prosseguir investimentos em infraestruturas, com foco na modernização e manutenção.
O Movimento Dignidade Académica (MDA) denunciou a degradação persistente das condições estruturais nos campi da Universidade do Minho (UMinho) e lançou um abaixo-assinado para exigir condições dignas na instituição. A ação foi comunicada à Lusa na segunda-feira.
Segundo o MDA, os problemas concentram-se principalmente no Campus de Gualtar, em Braga, com o Complexo Pedagógico 1 a evidenciar infiltrações graves durante períodos de chuva intensa. Descrição das quase constantes humidade, água a escorrer, tetos deteriorados e iluminação em risco de queda geram instabilidade nas atividades académicas.
A denúncia aponta ainda falhas em espaços como casas de banho, com operabilidade irregular e défice de higiene, além de falta de equipamentos de apoio ao estudante, como micro-ondas nas zonas de refeição. Infraestruturas envelhecidas e manutenção reativa são citadas como causas.
Outros problemas mencionados incluem salubridade comprometida pela humidade, parques de estacionamento insuficientes e falhas contratuais no planeamento da manutenção. O MDA relembra que a situação afeta aulas, avaliações e atividades de investigação.
Medidas anunciadas pela universidade
A equipa reitoral da UMinho, instalada em dezembro de 2025, afirma estar a realizar um levantamento detalhado das necessidades em todos os espaços para planeamento de intervenções. O objetivo é melhorar as condições de trabalho, estudo e investigação com ações coordenadas.
A reitoria adianta que já estão em curso investimentos relevantes, como novas residências estudantis em Braga e Guimarães, reforço do Data Center, projetos de eficiência energética e aquisição de viaturas elétricas. A intervenção prevê diagnóstico público do estado dos edifícios.
Entre na conversa da comunidade