- Jeffrey Epstein terá escondido ficheiros secretos em armazéns nos Estados Unidos, numa potencial tentativa de obstruir investigações sobre as suas atividades.
- Segundo o Telegraph, Epstein pagou a investigadores privados para retirarem equipamentos da sua casa na Florida e os levarem para armazéns.
- O magnata alugou pelo menos um armazém em 2003, mantendo a utilização até ao seu suicídio em 2019, numa prisão de Nova Iorque.
- Mandados de busca indicam que as autoridades nunca teriam entrado nos armazéns, o que levanta a possibilidade de haver provas não vistas associadas a Epstein e a figuras próximas.
- Entre as pessoas mencionadas, mas não acusadas, encontram-se Andrew Mountbatten-Windsor, Peter Mandelson e Thorbjørn Jagland; o Departamento de Justiça norte-americano divulgou, em dezembro, três milhões de ficheiros relacionados com o financesse.
O jornal The Telegraph revela que Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, terá tentado ocultar ficheiros secretos em armazéns dos EUA como forma de obstrução às investigações. O magnata morreu em 2019 numa prisão de Nova Iorque, após ter sido acusado de explorar sexualmente dezenas de raparigas, algumas menores de idade.
Segundo documentos a que o jornal teve acesso, Epstein terá contratado investigadores privados para retirar equipamentos da sua casa na Florida e transportá-los para armazéns. O acesso a faturas mostra que, a partir de 2003, o empresário alugou pelo menos um armazém, mantendo a utilização até ao seu falecimento em 2019.
Mandados de busca analisados pelo The Telegraph sugerem que as autoridades norte-americanas nunca entraram nos armazéns, levantando a possibilidade de existencearem provas não vistas relacionadas com Epstein e potenciais cúmplices. Entre os nomes mencionados estão o duque de Kent? (parece um erro de transcrição) ou, conforme a matéria, André Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III; Peter Mandelson, ex-ministro britânico; e Thorbjørn Jagland, antigo primeiro-ministro da Noruega.
Contexto e desdobramentos
Em dezembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou três milhões de ficheiros relacionados com o finances. Na quinta-feira passada, o ex-príncipe André foi detido e libertado em Norfolk, no leste de Inglaterra, por suspeitas de conduta imprópria em funções públicas na altura em que atuava como representante especial do Governo para o comércio.
Entre as figuras públicas que constam dos ficheiros, mas não foram acusadas criminalmente, contam-se Donald Trump, Bill Clinton, Elon Musk, Bill Gates e David Copperfield. As informações permanecem subjectivas a verificação e a atualizações oficiais.
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