- Região Metropolitana de Coimbra distribuiu 19 equipamentos de comunicação via satélite pelos 19 municípios para manter as ligações operacionais, mesmo em caso de falha das redes.
- A medida resulta da proximidade da depressão Kristin e do risco de isolamento de aldeias, baseada em lições da tempestade Leslie (2018) e nos investimentos do PT2030.
- A entrega visou manter os Centros de Coordenação Operacional Municipais com ligação contínua, incluindo populações mais vulneráveis.
- Numa segunda fase, os equipamentos serão disponibilizados aos corpos de bombeiros da região.
- Dezoito pessoas morreram em Portugal devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta; as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A Região Metropolitana de Coimbra distribuiu comunicação via satélite pelos 19 municípios para reforçar a resiliência do território face a catástrofes. A medida ocorreu em antecipação à depressão Kristin.
Devido ao risco elevado de falhas nas redes convencionais, a operação envolveu investimentos integrados no PT2030 e a entrega de 19 equipamentos de comunicação satélite. O objetivo foi manter os Centros de Coordenação Operacional municipais operacionais, mesmo com graves interrupções.
A iniciativa estendeu-se para além das sedes de concelho, visando proteger as populações mais vulneráveis. Em caso de cheias ou cortes viários, os terminais adicionais asseguram ligação direta aos centros de operações.
A presidente da Região Metropolitana de Coimbra, Helena Teodósio, destacou que a rede de internet via satélite não exigiu ajuda externa, mesmo face a Kristin, o que evidencia resiliência e autonomia em momentos críticos.
Para os autarcas, o investimento representa um avanço na modernização da Proteção Civil na região, com tecnologia de ponta para mitigar efeitos de acidentes graves e catástrofes. A segunda fase prevê disponibilizar os equipamentos aos bombeiros.
A região manteve-se entre as menos afetadas na passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, em comparação com o restante do país, apesar das consequências registadas em várias áreas.
No conjunto de Portugal, morreram 18 pessoas e houve centenas de feridos e desalojados. As áreas mais afetadas situam-se nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
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