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Barragens cheias: será necessário aumentar as descargas

Barragens portuguesas atingem níveis históricos entre 80% e 100%; descargas lentas criam margem de encaixe para absorver precipitação

Descarga de água na Barragem da Aguieira, fundamental para controlar as cheias do rio Mondego
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  • As albufeiras portuguesas estão entre oitenta e noventa e cinco por cento da capacidade, com níveis apenas entre 81% e 100%, considerados históricos pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
  • Será necessário realizar descargas lentas para criar margem de encaixe e absorver episódios de precipitação intensa, sobretudo nas bacias do Tejo, Mondego e Sado.
  • O objetivo é reduzir o nível das águas até à cota habitual de março verificada entre 1990/91 e 2023/24, preparando-se para futuros episódios de chuva.
  • No momento, o volume total armazenado está em 95% da capacidade, com 76 albufeiras entre 81% e 100%, incluindo barragens no Barlavento.
  • Registam-se níveis muito acima da média nos sul do país, com o Sado a 98,1% da capacidade e o Mira a 97,8% (médias históricas de 60,1% e 73,7%, respetivamente). Em Coimbra, aproximadamente 1,238 milímetros de chuva foram registados até 17 de fevereiro, superando o máximo anterior de 1966.

Dadas as recentes cheias, as barragens portuguesas atingiram níveis históricos de armazenamento, entre 81% e 100% da capacidade total. O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, explicou que será necessário realizar descargas lentas para criar margem de encaixe diante de eventos de precipitação intensa. A estratégia visa evitar cheias descontroladas durante o Inverno.

A prioridade de intervenções recai sobre as bacias do Tejo, Mondego e Sado, onde se espera reduzir o risco de cheias mediante ajustes graduais no aporte hídrico. Pimenta Machado destacou que as previsões de chuva até ao final do mês não sugerem precipitação severa, justificando as descargas lentas como medida de precaução.

Nível atual e zonas mais afetadas

Atualmente, o volume total armazenado situa-se em 95% da capacidade, com 76 albufeiras entre 81% e 100%. Mesmo as barragens do Barlavento, historicamente com baixos índices hídricos, registam 100% de enchimento em alguns casos. Em comparação, há um ano os níveis estavam em apenas 20,7%.

Ainda segundo a APA, outras bacias apresentam valores elevados, como Vouga, Oeste, Ave, Tejo e Guadiana, com percentuais próximos de 100% ou acima de 94%. Em termos relativos, o Sul do país destaca-se pela posição elevada de várias albufeiras, incluindo Sado e Mira, com 98,1% e 97,8% respetivamente, superando largamente as médias históricas.

Contexto histórico e prioridades

Os números atuais são descritos pela APA como recordes, fundamentados no ano-base 1990-1991, altura em que as infraestruturas foram projectadas. O volume recorde também coincide com um ano hidrológico que já está a ser considerado de referência em termos de precipitação.

Em Coimbra, registos do IPMA apontam para 1238 milímetros de chuva até 17 de Fevereiro, superando o máximo histórico anterior de 1200,5 milímetros. A APA aponta para a necessidade de reavaliar infraestruturas no Baixo Mondego e aprimorar a gestão de cheias na região, dadas as alterações climáticas observadas.

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