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Autarquias devem reportar prejuízos do mau tempo nos quartéis de bombeiros

Autarquias devem reportar os prejuízos nos quartéis de bombeiros até 3 de março; a elegibilidade para financiamento ainda não está definida

Imagens mostram danos causados pelo mau tempo em habitação no Cartaxo
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  • Dezenove? na notícia diz 17 corporações de bombeiros dos distritos de Leiria, Santarém e Coimbra com quartéis danificados pelo mau tempo, incluindo Leiria e Pedrógão Grande entre os casos mais graves.
  • Cabe às câmaras municipais reportar os prejuízos, já que os levantamentos devem ser entregues às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) até 3 de março.
  • Os danos aos quartéis são elegíveis para financiamento, mas o valor total ainda não está definido; depende dos levantamentos nacionais e daquilo que for decidido posteriormente.
  • Além dos quartéis, há danos significativos noutras corporações, incluindo coberturas, edificações, salas, camaratas, antenas e viaturas, com impacto ainda não quantificado.
  • O temporal provocou 18 mortes em Portugal, com diversas consequências materiais e a suspensão da situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados até 15 de fevereiro.

Duzentas corporações de bombeiros dos distritos de Leiria, Santarém e Coimbra têm quartéis danificados pelo mau tempo, segundo a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP). Os casos mais graves afectam Leiria e Pedrógão Grande.

O coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes, explicou que cabe às câmaras municipais reportar os danos às CCDR até 3 de março. Os relatórios devem incluir os prejuízos nos bombeiros.

No âmbito dos levantamentos municipais, os prejuízos sinalizados devem entrar no âmbito de danos a coletividades, associações e corporações de bombeiros, afirmou. A elegibilidade para apoio também depende destes dados.

Paulo Fernandes assegurou que os danos são elegíveis, tal como os associados a vias ou ao espaço público, mas não quantificou valores disponíveis para financiamento. A definição de termos fica por determinar.

A LBP aponta que 17 quartéis apresentam danos em coberturas, edifícios, salas e camaratas, além de antenas e viaturas. Os territórios mais afetados são Leiria, Pedrógão Grande e outras corporações da região.

Além de Leiria e Pedrógão Grande, surgem prejuízos elevados em Vieira de Leiria, Marinha Grande, Ferreira do Zêzere, Penela e Montemor-o-Velho, segundo a associação. O quadro aguarda estudos locais adicionais.

As consequências do temporal incluíram mortes, feridos e desalojados. O país registou 18 óbitos após as depressões Kristin, Leonardo e Marta, com estragos em infraestruturas e serviços.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais atingidas, com interrupções de estradas, energia, água e comunicações, além de inundações e cortes de transporte. A situação de calamidade terminou a 15 de fevereiro.

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