- A praia fluvial de Santo Antão da Barca, no concelho de Alfândega da Fé, está a ser construída e deverá ficar pronta no verão de 2027, com o cais a ficar para uma fase posterior.
- O projecto inclui acessos desde o santuário até à praia, uma piscina flutuante e um ancoradouro para barcos.
- O custo da obra é de 900 mil euros, sendo 750 mil euros financiados pela Movhera como contrapartida ambiental pela barragem do Baixo Sabor, e o restante pelo município.
- A iniciativa faz parte de um plano de desenvolvimento dos Lagos do Sabor, que abrange os municípios de Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Macedo de Cavaleiros e Mogadouro, visando turismo e atividades náuticas.
- Os Lagos do Sabor resultam da barragem do Baixo Sabor, que está em funcionamento desde 2016, ao longo de cerca de setenta quilômetros.
A Câmara de Alfândega da Fé anunciou a construção de uma nova praia fluvial em Santo Antão da Barca, integrada nos Lagos do Sabor. A obra, que já começou há cerca de três meses, deverá ficar pronta no Verão de 2027, com acessos desde o santuário até à praia, além de uma piscina flutuante e um ancoradouro para barcos. O objetivo é dinamizar o turismo e ampliar as atividades náuticas na região.
A praia deve designar-se Santo Antão da Barca, em honra do santuário que ficava na margem direita do rio. A capela foi trasladada quase na íntegra após a submersão causada pela barragem do Baixo Sabor, inaugurada em 2016. O novo edifício encontra-se numa encosta, oferecendo vistas aos lagos e às montanhas.
A obra é financiada sobretudo pela Movhera, que contribui com 750 mil euros como contrapartida ambiental, sendo o restante assegurado pelo município, num total de 900 mil euros. O cais da praia está previsto para ficar concluído em etapa posterior.
Detalhes do projeto
Segundo o presidente da Câmara de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, o interesse é expandir infraestruturas de apoio ao turismo e ao usufruto da água nos Lagos do Sabor, que se estendem por cinco concelhos. A iniciativa surge no âmbito de um plano regional de desenvolvimento socioeconómico dos municípios envolvidos.
O projeto foi reivindicado há cerca de uma década, com licenciamento pendente na Agência Portuguesa do Ambiente desde 2016. A mudança de exploração hidroeléctrica da EDP para a Movhera, aliada a ajustes de custos, prolongou o processo, que já contemplava investimentos iniciais de até 400 mil euros.
Entre na conversa da comunidade