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Abrantes regista prejuízos acima de 10 milhões de euros pelo mau tempo

Prejuízos já ultrapassam dez milhões de euros em Abrantes, com vias encerradas e Jardim do Castelo cerrado por segurança

Cheias em Abrantes
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  • A Câmara de Abrantes estima prejuízos superiores a dez milhões de euros provocados pela tempestade Kristin, pelas cheias do Tejo e pelas chuvas das últimas semanas, principalmente em infraestruturas públicas.
  • O nível das cheias está azul, indicando retoma gradual da normalidade; o Tejo já está a regressar ao leito normal e as ribeiras estão a recuperar as formas naturais, com avaliações de danos a prosseguir.
  • A Estrada Nacional dois, na zona do Espinhaço de Cão, continua encerrada por decisão da Infraestruturas de Portugal, gerando aumento do tráfego no centro da cidade.
  • O Jardim do Castelo permanece fechado por razões de segurança, com intervenções técnicas em colaboração com entidades de património e cultura.
  • Dezoito pessoas morreram na sequência das depressões Kristin, Leonardo e Marta; várias regiões, incluindo Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, foram as mais afetadas.

A Câmara de Abrantes estima já ter ultrapassado os 10 milhões de euros em prejuízos provocados pela tempestade Kristin, pelas cheias do Tejo e pelas chuvas intensas das últimas semanas. O aviso é do presidente Manuel Jorge Valamatos (PS).

Conforme o autarca, os valores devem crescer à medida que as avaliações prosseguem, atingindo infraestruturas públicas, habitações e vias. A situação permanece sob monitorização, com continuação de intervenções prioritárias.

As cheias retraem-se, mantendo-se o rio Tejo no leito, segundo o edil. Estão em curso trabalhos de limpeza e de recuperação de zonas afetadas, com apoio esperado de governos e das CCDR para acelerar a recuperação.

Interrupções e acessos

A região norte de Abrantes registou derrocadas em estradas municipais e interdições em infraestruturas. A Estrada Nacional 2, na zona do Espinhaço de Cão, continua encerrada, sob decisão da Infraestruturas de Portugal, até garantidas as condições de segurança.

A circulação no centro da cidade tem ficado mais complicada pela surja de tráfego pesado, devido ao encerramento de vias na região. O município pretende, em conjunto com a IP, encontrar rapidamente uma solução para normalizar o tráfego.

Espaços afetados e ações

O Jardim do Castelo permanece fechado por motivos de segurança, com intervenções técnicas a decorrer em parceria com entidades de património e cultura. O objetivo é assegurar a reabertura o mais rapidamente possível, sem colocar visitantes em risco.

Valamatos sublinhou que o momento é de retomar gradualmente a normalidade, com civis, famílias e empresas a serem direcionados para os recursos de apoio do Governo e para programas de recuperação financeira.

O Plano Especial de Emergência para Cheias, da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, mantém-se no nível azul, após a descida dos caudais libertados pelas barragens. Diversas vias de vários concelhos do distrito permanecem com constrangimentos.

Contexto mais amplo

Entre as regiões mais afetadas estavam Centro, Lisboa e Vale do Tejo, bem como o Alentejo. Dos sete mortos em Portugal, alguns registaram-se na sequência das depressões Kristin, Leonardo e Marta, com várias centenas de feridos e desalojados.

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