- Quatro líderes do Anonymous Fénix foram detidos em Espanha por suspeita de ciberataques a organismos públicos, incluindo após a tempestade em Valência.
- A investigação identificou primeiro o administrador e o moderador do grupo, detidos em Alcalá de Henares (Madrid) e Oviedo (Astúrias), seguido pela localização de dois membros adicionais em Ibiza e Móstoles (Madrid).
- O grupo atuou desde abril de 2023, com aumento de atividade a partir de setembro de 2024, incluindo recrutamento de voluntários para ataques a domínios relevantes, principalmente na rede social X e no Telegram.
- Realizava ataques de distruibuição de negação de serviço (DDoS) a sites de ministérios, partidos políticos e instituições públicas, com pico de atividade após a tempestade em Valência.
- A operação contou com colaboração do Centro Criptológico Nacional, da Procuradoria da Sala de Criminalidade Informática, da Procuradoria de Madrid e da Plaza 50 da Secção de Instrução do Tribunal de Instância de Madrid; perfis foram bloqueados e o canal do Telegram encerrado.
Os quatro líderes do Anonymous Fénix, grupo espanhol de hackers, foram detidos pela Guardia Civil por suspeita de ciberataques a organismos públicos. A operação seguiu-se à tragédia provocada pela tempestade em Valência e envolve ações de negação de serviço (DDoS).
Inicialmente, a polícia identificou o administrador e o moderador do grupo, detidos em maio, em Alcalá de Henares (Madrid) e Oviedo (Astúrias). As informações obtidas levaram à detenção de mais dois membros.
Os dois últimos suspeitos foram detidos em meados deste mês, em Ibiza e Móstoles (Madrid), conforme o comunicado da Guardia Civil. O grupo atuava desde abril de 2023, com forte presença na X e no Telegram, divulgando conteúdos contra instituições espanholas e de outros países.
Desdobramentos
A partir de setembro de 2024, a atividade cresceu, incluindo recrutamento de voluntários para ciberataques a domínios relevantes. Os ataques visavam ministérios, partidos políticos e instituições públicas, através de DDoS para saturar serviços digitais.
Como consequência, o perfil do grupo na X e o YouTube foram bloqueados judicialmente, e o canal do Telegram encerrado. A investigação é coordenada pela Procuradoria da Sala de Criminalidade Informática, pela Procuradoria de Madrid e pela Plaza 50 da Secção de Instrução do Tribunal de Instância de Madrid, com colaboração do Centro Criptológico Nacional.
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