- Em 2025, cerca de 931,3 mil mulheres trabalhavam por turnos, ao serão, à noite, ao sábado ou ao domingo, representando 40,8% das trabalhadoras por conta de outrem.
- No total, mais de um milhão e 900 mil trabalhadores com contrato dependente tinham horários desregulados, o que correspondia a 43% do total de assalariados, segundo dados da CGTP com base no INE.
- A CGTP destaca que muitos acumulam vários destes horários: 780 mil mulheres ao sábado, 530 mil ao domingo, cerca de 470 mil ao serão, 354 mil por turnos e 170,5 mil à noite.
- Em 2024, perto de um milhão e 300 mil trabalhadoras sujeitas a desregulação de horários pertenciam aos setores privado e empresarial do Estado, sobretudo através de regimes de adaptabilidade (68,8%), bancos de horas (4,7%), isenção de horário (3,6%) e horários concentrados (2,2%).
- Apenas 338 mil trabalhadoras (20,7% do total) tinham horário regular, valor que diminuiu face aos 21,6% de 2018.
A CGTP divulgou um estudo para assinalar a semana da igualdade e o Dia Internacional da Mulher, mostrando que em 2025 quase 41% das trabalhadoras por conta de outrem em Portugal tinham horários por turnos, ao serão, à noite, ao sábado ou ao domingo. No total, 931,3 mil mulheres estavam nessas situações.
Dados do INE permitem concluir que, globalmente, mais de 1,9 milhões de trabalhadores com horário irregular existiam em 2025, correspondendo a 43% dos assalariados. A força de trabalho feminina representava perto de metade deste grupo.
Acumulam horários
Muitas trabalhadoras acumulavam vários destes horários, aponta a CGTP: 780 mil ao sábado, 530 mil ao domingo, 470 mil ao serão, 354 mil por turnos e 170,5 mil à noite. Estes números refletem uma sobreposição de regimes.
Em 2024, segundo a análise baseada em dados do Ministério do Trabalho, perto de 1,3 milhão de trabalhadoras estavam sujeitas a regimes de desregulação anual, por adaptabilidade, bancos de horas ou horários concentrados, entre outros.
Horários regulares são exceção
A CGTP revela que apenas 338 mil trabalhadoras tinham horário regular, cerca de 20,7% do total, uma queda face a 2018 (21,6%). O fenómeno é maisacentuado nas mulheres, que assumem a maioria das tarefas domésticas e cuidados familiares.
Portugal continua entre os países da UE com maior prática de horas trabalhadas a tempo completo. A CGTP sublinha que, embora a duração habitual seja de 40 horas, o peso dos horários recai sobre as mulheres.
A central salienta ainda que este é o terceiro estudo sobre a situação da mulher no trabalho, no âmbito da semana da igualdade (2 a 8 de março), com o lema A Igualdade que Abril abriu. Reforçar Direitos. Cumprir a Constituição. O Dia Internacional da Mulher celebra-se a 8 de março.
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