- A ópera Ti Chitas – a voz que é uma montanha estreia no dia 26 no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e fica em cena até 1 de março.
- A produção mistura apresentação visual com imagens de Penha Garcia a cargo de João Gambino e apresentação em palco com o ensemble barroco da Orquestra D”Aquém Mar, sob direcção musical de Pedro Castro.
- A soprano Patrícia Modesto e o contratenor António Lourenço Menezes integram o elenco, com encenação de Teresa Gentil e Lander Patrick; o libreto é assinado por Gentil.
- A obra inclui também música eletroacústica e eletrónica composta por Sara Ross, centrando-se na figura de Ti Chitas, Catarina Sargenta (1913-2003), pastora, cantadora e tocadora de adufe de Penha Garcia.
- Paralelamente, de 26 a 28 de janeiro, decorre na Fábrica das Artes, no CCB, uma oficina de adufe, orientada por Rui Silva.
A ópera Ti Chitas, resultante da investigação da compositora Teresa Gentil, estreia-se no dia 26 no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e fica em cena até 1 de março. O espetáculo combina música vocal com electrografia, integrada numa exploração do canto que parte de Penha Garcia.
A obra é dirigida a partir da voz de Ti Chitas, figura de Catarina Sargenta (1913-2003), pastora, cantora e tocadora de adufe. A encenação é de Teresa Gentil e Lander Patrick, com participação do ensemble barroco da Orquestra D’Aquém Mar, sob a direção do maestro Pedro Castro, a soprano Patrícia Modesto e o contratenor António Lourenço Menezes.
Contexto e formato da apresentação
A produção reúne elementos visuais de Penha Garcia, com projeções do artista João Gambino, numa leitura em várias dimensões. A música conta com peças do Cancioneiro Popular Português, articuladas pela pesquisa de Gentil sobre o canto tradicional.
A música eletroacústica e eletrónica é criada pela compositora Sara Ross, integrada num enredo que percorre o berço até a morte, alinhavando canciones do nascimento, trabalho, amor e desamor.
Oficina de adufe
Paralelamente, entre 26 e 28 do mês, decorre uma oficina de adufe na Fábrica das Artes, orientada por Rui Silva e pela própria Gentil, no âmbito do projeto de investigação musical. A obra foi apresentada em entrevista gravada com Ti Chitas para estudo acadêmico.
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