- Em 2025, cerca de 931 mil mulheres trabalhavam em horários desregulados (turnos, ao serão, à noite, ao sábado ou ao domingo), representando 40,8% das trabalhadoras por conta de outrem.
- A força de trabalho feminina correspondia a 48% dos trabalhadores com este tipo de horário.
- Entre elas, muitas acumulam vários horários: ao sábado (780 mil), ao domingo (530 mil), ao serão (cerca de 470 mil), por turnos (aprox. 354 mil) e à noite (170,5 mil).
- Em 2024, perto de um milhão e trezentas mil trabalhadoras estavam sujeitas a horários desregulados no setor privado e empresarial do Estado, com plataformas de adaptabilidade a dominar (68,8%).
- Apenas 338 mil mulheres (20,7% do total) tinham horário regular, valor que diminuiu desde 2018 (21,6%).
A CGTP divulga um estudo com base no INE mostrando que, em 2025, 931 mil mulheres trabalhavam por turnos, ao serão, à noite, ao sábado ou ao domingo, ou numa combinação destes regimes. A proporção é de 40,8% das trabalhadoras por conta de outrem.
A força de trabalho feminina representa quase metade dos trabalhadores com horários desregulados (48%). Em números, foram cerca de 931,3 mil mulheres com algum destes horários. Muitas acumulam vários deles, aponta a CGTP.
Ainda segundo a análise, em 2024 perto de 1,3 milhão de trabalhadoras privadas estavam sujeitas à desregulação horária, através de regimes de adaptabilidade, bancos de horas, isenção de horário e horários concentrados.
No total, mais de 1,9 milhões de trabalhadores por conta de outrem estavam nessa situação em 2025, correspondendo a 43% dos assalariados, segundo o estudo. A CGTP reforça que a duração média é de 40 horas semanais, com maior carga de tarefas domésticas a recair sobre as mulheres.
A análise aponta que, entre 2018 e 2025, o número de trabalhadoras com horário regular regrediu para apenas 20,7% (338 mil), contrastando com 21,6% em 2018. Portugal mantém posição elevada na UE em horas de trabalho.
Desregulação dos horários na prática
A CGTP sustenta que os horários desregulados afetam a vida pessoal e a organização familiar, com consequências para a conciliação entre trabalho e cuidados. O estudo utiliza dados do INE para refletir a dinâmica setorial.
O levantamento, divulgado no âmbito da semana da igualdade, lança o alerta de que a desregulação é mais visível nas empresas privadas e na administração pública empresarial, com impacto na qualidade de vida das trabalhadoras.
As projeções para 2025 indicam que quase metade das mulheres em idade ativa pode enfrentar horários que não seguem uma rotina fixa, o que exige respostas políticas de regulação horária e de apoio à família.
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