- Em Leiria, nas Colmeias, vento derrubou telhado e chaminé da casa de Madalena Azevedo, levando à queda do teto de pladur em várias divisões.
- A moradora de 64 anos mudou-se para um anexo transformado em quarto, com cerca de quatro metros de comprimento por dois de largura, onde dorme há duas semanas.
- O espaço improvisado tem uma cama de ferro, uma mesinha, um escorredor e uma salamandra; no chão há um cartão que faz de tapete.
- Além dos danos estruturais, a casa continua sem luz e com infiltrações significativas; a família já tentou reconstruções mínimas, mas o quadro permanece destruído.
- Madalena afirma não ter recebido visitas de proteção civil nem da Junta de Freguesia, apenas apoio de voluntários da iniciativa Leiria Unida, que também lhe proporcionaram apoio psicológico e alimentação.
Madalena Azevedo perdeu o teto da casa nas Colmeias, Leiria, após vento ter arrancado telhado e chaminé, seguido pela chuva. O desabamento atingiu também o pladur do teto falso, tornando a habitação insegura. A moradora, de 64 anos, vive num anexo transformado em quarto temporário.
O anexo é pequeno: cerca de quatro por dois metros, com uma cama de ferro, uma mesa e uma salamandra para aquecer. Um cartão no chão funciona como tapete. O espaço funciona desde há duas semanas como quarto de Madalena.
Na casa, as infiltrações são visíveis. A cozinha tem infiltrações, a sala expõe o céu entre lonas, e a chaminé desabou para dentro, danificando estruturas. No quarto onde dormia, o pladur cedeu, e na cave, onde dormia o filho, também houve queda de teto.
Madalena relata que tudo ficou destruído e que a família não tem nada que se aproveite. O filho, que estava a fazer obras para melhorar a casa, não tem divisão que não chova, e a situação impede a habitação segura. A moradora vive apenas com a pensão de viuvez.
A madrugada foi marcada pelo colapso durante uma tempestade, que coincidiu com um período de depressão. A família chegou a regressar para o lar, apesar da humidade e da falta de condições, e manteve-se sem luz. Na casa, a cama foi improvisada na antiga cozinha anexa.
Nos últimos dias, Madalena recebeu apoio de voluntários de Leiria Unida, que levaram mercearia e forneceram apoio psicológico. A moradora procurou apoio social para gerir a ansiedade, tomar medicação e manter a rotina. O objetivo atual é encontrar soluções para a habitação e reconstrução.
A vida de Madalena tem sido marcada por dificuldades e perdas. Os pais eram alcoólicos, o primeiro casamento terminou em violência, e a moradora vive com a pensão de viuvez. Agora, aguarda respostas sobre apoios e sobre se a seguradora pode cobrir os danos para retomar a vida.
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