- Intervenção concluída no dique de Casais, margem direita do Mondego, em Coimbra, para repor provisoriamente a estanqueidade e impedir a passagem de água.
- A operação facilita a drenagem dos terrenos ainda inundados e é etapa para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral e da estrada.
- O Ministério do Ambiente e da Energia indica que estão a decorrer intervenções também no rio Lis, em Leiria, após roturas no dique da margem esquerda sob o Viaduto da A17.
- A rotura deveu‑se a precipitação extrema de 26 e 27 de janeiro, associada às depressões Joseph e Kristin; registaram‑se ainda novas falhas a jusante e um rombo no colector de Amor.
- As obras devem ficar concluídas em três semanas; até agora morreram dezoito pessoas e existem centenas de feridos e desalojados, com maior impacto nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
A intervenção no dique de Casais, na margem direita do Mondego, em Coimbra, junto à A1, foi concluída neste domingo. A medida repõe provisoriamente a estanqueidade e impede a passagem de água do leito central para campos adjacentes, permitindo a drenagem de áreas ainda inundadas.
O Governo anunciou a ação, executada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com apoio do Ministério do Ambiente e da Energia (MAE). A finalidade é ganhar tempo para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral e da estrada.
A rotura ocorreu no dia 11, associada à subida de água no rio Mondego. A intervenção evita novas entradas de água para zonas agrícolas e prepara o terreno para as obras de restauro que se seguem.
Contexto e próximos passos
As obras de reparação em curso devem ficar concluídas em três semanas. Além do Mondego, a APA atua no rio Lis, em Leiria, onde também houve ruptura de dique nas margens e desvio de caudal para campos agrícolas.
A intervenção atual integra uma resposta a danos causados pela precipitação extrema registada entre 26 e 27 de janeiro, associada às depressões Joseph e Kristin, que afetaram várias regiões do país.
Impacto regional
Dezoito pessoas faleceram em Portugal na sequência do temporal, com centenas de feridos e desalojados. As áreas mais afetadas abrangem os setores Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, com destruição de habitações, infraestruturas e serviços.
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