- Gisèle Pelicot, francesa, relata ter sido drogada e violada pelo ex-marido e por mais de 50 homens ao longo de vários anos.
- Em 2 de novembro de 2020 descobriu que o marido a drogava há quase uma década para a deixar inconsciente e facilitar os abusos por parte de dezenas de homens.
- Lançou o livro de memórias Um Hino à Vida, escrito com a autora Judith Perrignon, que descreve o trauma e o impacto da revelação.
- Gisèle decidiu que o julgamento fosse público para que outras mulheres se sintam menos sozinhas; admite que, com menos 20 anos, poderia ter optado por um julgamento à porta fechada.
- Dominique Pelicot foi condenado a 20 anos de prisão, e os restantes agressores receberam penas entre 3 e 15 anos.
A força e a coragem de Gisèle Pelicot ganha forma num livro de memórias que relata traições e violência sexual. A autora francesa, que foi drogada e violada ao longo de vários anos, partilha também o caminho que a levou a denunciar os abusos. O livro foi escrito em parceria com Judith Perrignon e intitula-se Um Hino à Vida.
A revelação central descreve o momento, a 2 de novembro de 2020, em que Gisèle descobriu que o marido, Dominique Pelicot, a drogava para a deixar inconsciente e facilitar a violência por parte de dezenas de homens durante quase uma década. A obra descreve o impacto do trauma na sua vida.
Além de relatar o sofrimento com mais de 50 agressores, o livro descreve o momento em que uma autoridade mostrou fotografias e vídeos da época. Gisèle decidiu tornar o julgamento público para apoiar outras vítimas na denúncia. Considerou, contudo, que um julgamento privado poderia ter sido a opção se tivesse menos de 20 anos.
Contexto do caso
Dominique Pelicot foi condenado a 20 anos de prisão, segundo a narrativa do livro. Os demais agressores receberam sentenças que variam entre 3 e 15 anos de prisão, conforme as informações partilhadas pela autora.
Impacto e leitura
A obra de Gisèle Pelicot funciona como testemunho público sobre violência sexual e as consequências prolongadas do trauma. A narrativa também aponta para a importância de processos legais abertos como forma de proteção de outras possíveis vítimas.
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