- Em Portugal, o “Desafio do Paracetamol” resulta em intoxicações, com 232 casos nos últimos seis anos, sendo 131 nos últimos dois anos (59 em 2024 e 72 em 2025).
- Na última quarta-feira chegou ao hospital uma adolescente com intoxicação de 10 gramas de paracetamol (10 comprimidos), conforme a coordenadora da urgência pediátrica Erica Torres.
- Várias autoridades de outros países emitiram alertas: Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Suíça e Eslovénia, além de restrições de venda no Reino Unido; destacam-se ainda casos nos Estados Unidos e doentes com mortes associadas a desfechos semelhantes.
- O paracetamol é seguro quando utilizado conforme as recomendações, mas o maior risco é a ingestão de doses superiores; 60% dos internados tinham perturbações depressivas ou ansiosas, e cerca de 30% não tinham patologias conhecidas.
- A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado alerta para o desafio nas redes, sobretudo no TikTok; o INEM confirma casos de intoxicações intencionais em adolescentes, sem link comprovado com o desafio.
O que aconteceu: o chamado “Desafio do Paracetamol” nas redes sociais levou a casos de intoxicação entre jovens, com médicos a monitorizar um aumento de internamentos. Na última quarta-feira, uma adolescente chegou ao hospital com uma intoxicação elevada de paracetamol, equivalente a 10 comprimidos de 500 mg.
Quem está envolvido: a coordenação da urgência pediátrica da ULS Santa Maria, liderada pela enfermeira Erica Torres, destacou o comportamento de procura de paracetamol sem supervisão. Profissionais de saúde alertam para o risco associado a doses excessivas.
Quando e onde: o incidente ocorreu na sequência de publicações online recentes; questões relacionadas têm vindo a aumentar nos últimos dois anos. A situação é analisada com base em dados locais recolhidos pela urgência pediátrica, bem como relatos de instituições de saúde nacionais.
Porquê: o paracetamol é amplamente utilizado para dor e febre e, quando tomado conforme indicação, é seguro. O risco principal reside na ingestão de doses acima do recomendado. A facilidade de acesso, com comprimidos de 500 mg à venda sem receita, contribui para tentativas de automedicação.
Contexto internacional
Diversos países emitem alertas sobre o fenómeno. Em Espanha, adolescentes sofreram intoxicações graves; em França, a agência de medicamento advertiu profissionais e pais. A Alemanha, Bélgica, Suíça e Eslovénia também sinalizam preocupações crescentes. O Reino Unido já restringe a venda de paracetamol em alguns casos.
Dados locais e redes de apoio
A coordenação da urgência pediátrica indicou que 60% dos adolescentes internados já tinham perturbações depressivas ou ansiosas, com cerca de 30% sem patologia prévia. Muitos recorrem ao paracetamol pela acessibilidade; o medicamento de venda livre aparece com frequência nos relatos clínicos.
Acompanhamento médico e entidades envolvidas
O INEM referiu casos de intoxicações intencionais por paracetamol entre jovens, sem estabelecer ligação direta com o desafio. A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado reforça a necessidade de vigilância devido a publicações nas redes, em especial TikTok.
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