- A notícia afirma que Platão era visto como “woke” por considerar Sapho, de Lesbos, a “décima musa” devido à sua poesia do desejo.
- Sapho é apresentada como referência de beleza e desejo entre mulheres na passagem mencionada.
- Há cerca de um mês e meio, uma universidade conservadora do estado do Texas proibiu discutir um trecho do Banquete de Platão na cadeira de Problemas Morais Contemporâneos.
- A passagem descreve três géneros originais da humanidade, incluindo uma narrativa que naturaliza a homossexualidade e sugere fluidez nas identidades sexuais.
- A proibição decorre de uma política que impede a “ideologia de raça e de género”, buscando um tempo anterior considerado dourado.
Plató considerava Sapho, poeta de Lesbos, a quem via a descrição da poesia do desejo, segundo a leitura apresentada. Este retrato é usado para contextualizar debates sobre a ética e a identidade na Atenas antiga, conforme a narrativa citada.
Há um mês e meio, uma universidade conservadora no estado do Texas proibiu a discussão de um trecho do Banquete de Platão na cadeira de Problemas Morais Contemporâneos. A decisão limitou o estudo daquela passagem que descreve três tipos de humanidade.
Segundo a instituição, a mudança decorre de políticas que impedem a discussão da ideologia de raça e de género, com a justificação de evitar conteúdos que possam promover visões consideradas problemáticas.
Proibição na universidade
A passagem proibida envolve Aristófanes, que apresenta uma narrativa que, na leitura citada, aborda a homossexualidade e a fluidez de identidades sexuais. A universidade afirmou que a norma visa manter um ambiente académico sem conteúdos que promovam ideologias específicas.
Especialistas em educação e história antiga destacam que o Banquete é um diálogo filosófico que aborda temas complexos de amor e identidade. Ainda não há detalhes sobre como a decisão afeta outras disciplinas ou turmas.
Contexto académico e debate
A decisão ocorre num momento de intensos debates sobre ensino de literatura clássica e questões de género no ensino superior. Autores e docentes discutem os limites entre contextualização histórica e leitura contemporânea.
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