- A Comissão Nacional de Centros de Referência alertou que abrir um novo centro cirúrgico no Norte pode comprometer a qualidade da resposta em cardiologia.
- Eduardo Barroso disse que é necessária coragem política para reconhecer que os centros de referência são a “grande reforma estrutural de qualidade” e que ter uma lista de espera não é, por si só, uma deficiência.
- A comissão enviou proativamente, em setembro do ano passado, um documento à Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde manifestando o desacordo com a criação do novo centro e com a contratualização com uma empresa externa para válvulas aórticas percutâneas.
- A Direção Executiva do SNS respondeu que essa opção não estava nos planos.
A perigonalidade de abrir um novo centro cirúrgico no Norte do país preocupa peritos em cardiologia. Medidas associadas à colocação de válvulas aórticas percutâneas, contratadas externalmente, também entram na análise. A informação surge num contexto de debate sobre qualidade de resposta em cirurgia cardíaca.
Eduardo Barroso, líder da Comissão Nacional de Centros de Referência, afirma ser necessária a coragem política para reconhecer que os centros de referência representam a grande reforma estrutural de qualidade. Defende ainda que uma lista de espera não equivale a uma deficiência do sistema.
A Comissão Nacional de Centros de Referência informou à Direção Executiva do SNS, em setembro do último ano, que não vê esse caminho como viável. Em resposta, a DE-SNS comunicou que não estavam nos planos oficiais. O episódio faz parte de um conjunto de avaliações sobre organização dos serviços de cardiologia.
Posição da Comissão Nacional de Centros de Referência
A comissão reuniu informações sobre a eventual criação do centro no Norte e a possível contratação externa para válvulas aórticas percutâneas. O objetivo foi preservar padrões de qualidade e assegurar a equidade no acesso aos cuidados cardíacos.
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